Ministério da Ciência e Tecnologia divulga edital em AL
O secretário de Política e Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT&I), Virgílio Fernandes Almeida, e o coordenador-geral de Tecnologia da Informação do MCT&I, Francisco Silveira, estiveram em Maceió, na sexta-feira (6), para divulgar editais e leis que beneficiam a área de Tecnologia da Informação (TI) e startups e como as empresas alagoanas podem receber mais recursos federais.
Os técnicos forma recebidos pelo secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação de Alagoas, Eduardo Setton, que articulou uma reunião com gestores do Sebrae, Seplande, Assespro (Associação das Empresas de Tecnologia de Alagoas) e vários empresários e empreendedores locais, os representantes do MCT&I mostraram dados e números de recursos disponíveis no País para a área de TI e startups e como o Nordeste e Alagoas estão posicionados em relação à captação de verbas federais.
Eles apresentaram os caminhos que as empresas alagoanas devem seguir para se capacitarem e aproveitar benefícios das leis e recursos de editais, a exemplo da Lei de Informática e do edital Startup Brasil.
De acordo com Virgílio Almeida, o crescimento das startups e da área de TI em Alagoas é perceptível fora daqui. “Queremos contribuir com esse desenvolvimento tornando o Estado mais competitivo, por meio da TI”, disse. Ele ressaltou que a indústria de TI tem crescido em média dez por cento nos últimos anos no Brasil, gerando novas oportunidades de negócios e de emprego, inclusive para jovens.
A TI representa cinco por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Almeida lembrou ainda que há muito recurso disponível e pouco acessado em Alagoas.
Segundo Francisco Silveira, a Lei de Informática tem como objetivo estimular as atividades de pesquisa e desenvolvimento do País e a implantação de empresas do setor no Brasil. Segundo ele, as empresas do Nordeste têm um grande potencial e ainda não aproveitaram os benefícios que essa lei oferece, como, por exemplo, a isenção de IPI dos bens produzidos por estas empresas, financiamentos especiais no BNDES para bens de informática. Outra informação importante, de acordo com Silveira, são os exemplos de municípios e estados que têm criado benefícios específicos próprios, ampliando o leque de vantagens para a implantação de novas empresas de TI, e que obtiveram sucesso, a exemplo de Jaguariúna, interior de São Paulo e os estados do Paraná e Bahia.
A Lei de Informática também oferece incentivos para incubadoras de empresas e empresas incubadas. Para se ter uma ideia desse universo, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), única credenciada no Estado, captou em 2013, através do Instituto de Computação, R$ 160 mil reais para pesquisa e desenvolvimento, enquanto que para a Universidade Federal de Pernambuco foram R$ 25 milhões. Silveira informou que a Lei de Informática determina que 30% de seus recursos devem ser aplicados na região Norte e Nordeste do Brasil.
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