Professor da UNEAL vai defender o Sururu
O aceite do pedido de registro do sururu, alimento tradicional, como Patrimônio Imaterial de Alagoas pelo Conselho Estadual de Cultura, em junho, deu um novo ânimo ao professor da Universidade Estadual de Alagoas, Edson Bezerra. Militante cultural há mais de dez anos, Bezerra é autor de um dos mais icônicos documentos do Estado, o Manifesto Sururu, publicado em 2004.
A idéia de submeter o pedido de tornar o sururu Patrimônio Imaterial de Alagoas, elaborado com o mestrando Ernani Viana da Silva Neto, surgiu a partir da redação do ensaio, feito a quatro mãos, “Imaginário Sururu: Um patrimônio a contrapelo”, publicado na revista Rosa dos Ventos, edição de janeiro a março de 2014.
O acolhimento do pedido foi considerado uma grande vitória por intelectuais de Alagoas. “Todo o empenho dos professores Edson e Ernani já foi recompensado com a aprovação deste documento que é uma conquista não apenas deles, mas de toda Alagoas”, declarou o reitor da Universidade Estadual de Alagoas, professor Jairo José Campos da Costa.
Quando perguntamos por que tornar o sururu Patrimônio Imaterial de Alagoas, Edson é enfático: “é a comida mais ancestral de Alagoas, que mata a fome de índios, negros... Além de estar ligado à cultura afro-alagoana”, afirma o estudioso.
Ernani ratifica que “a importância (de transformar o sururu em Patrimônio Imaterial de AL) é por em pauta permanente ações de salvaguarda e valorização de todos os envolvidos na coleta, consumo e significação do sururu enquanto uma particularidade das coisas alagoanas”.
Para que a demanda seja aprovada, Edson Bezerra e Ernani Viana farão uma pesquisa mais aprofundada sobre o tema que será levada para apreciação do Conselho ainda este ano. “Mediante apresentação deste documento (dossiê, com documentos e informações que justifiquem o pedido) será realizado um debate que irá averiguar a consistência da proposta”, explica Viana.
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