Brasil trabalha para ampliar exploração de diamante, diz pesquisador
Embora não apareça entre os grandes fornecedores mundiais de diamantes, o Brasil voltará em breve ao cenário internacional de exportadores do produto, acredita Jurgen Schnellrath, coordenador do novo Laboratório de Pesquisas Gemológicas (Lapege) do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Ele disse hoje (19) à Agência Brasil que pesquisadores nacionais já começam a trabalhar a possibilidade de lavrar o diamante na rocha primária, fora dos rios e aluviões, e isso vai alterar o perfil da produção brasileira de diamante, que hoje resulta basicamente da garimpagem – atividade informal e de baixa produtividade.
Schnellrath informou que em 2015 será feita a primeira operação de lavra na rocha primária, o que colocará o país em um novo patamar na produção de diamantes. A partir da primeira descoberta de diamante em rocha primária, no município de Braúnas, na Bahia, ele acha que a tendência é aumento exponencial. “Sabemos que o potencial geológico existe no país. É uma questão também, infelizmente, de esperar o novo marco regulatório da mineração, que está segurando os investimentos”, acrescentou. Mas reafirmou que "a tendência é favorável”.
O projeto de Braúnas está sendo tocado pela empresa Lipari Mineração, de origem canadense, e deverá entrar em operação no ano que vem. O pesquisador do Cetem informou que há outros locais favoráveis para a lavra do diamante em rocha primária, na região do Triângulo Mineiro, como a Serra da Canastra e o município de Coromandel. Nessas localidades, especialmente em Coromandel, foram encontrados em áreas secundárias, de aluviões, os maiores diamantes do Brasil, com 500 e 800 quilates, lembrou.
Schnellrath descartou que a descoberta em Braúnas possa despertar uma corrida para esses locais, “porque a lavra em rocha primária não é coisa para garimpeiro. É uma lavra difícil, que exige equipamento pesado, muito investimento, e é um projeto de longo prazo”. O garimpeiro, ao contrário, trabalha de forma tradicional, na superfície. No caso do diamante primário, é preciso aprofundar-se a até centenas de metros, disse. “E, às vezes, ainda partir para uma lavra subterrânea, em alta profundidade. Então, não é coisa para garimpeiro”, sustentou.
Por isso, ele acredita que a descoberta em Braúnas não levará a uma corrida pelo diamante no país. Isso aconteceria se houvesse a ocorrência de novos jazimentos aluvionários e se fosse liberada a exploração em terras indígenas, por exemplo.
Últimas notícias
Marido sob efeito de cocaína é preso após agredir esposa no Tabuleiro
Homem é preso com arma no fogão e drogas em casa no Brisa do Lago
Segundo homicídio da noite é registrado no bairro Benedito Bentes
Agressor é preso no Pontal da Barra após bater em mulher e raptar filha
Homem é assassinado a tiros no 'Beco da Telasa' no Benedito Bentes
Cabo Bebeto e Fábio Costa percorrem quatro cidades e destacam a força da direita
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
