Entidades públicas alagoanas avançam no caminho da excelência de gestão
A sociedade brasileira tem, nos últimos anos, aguçado o interesse no acompanhamento da administração pública. O destino dos investimentos, execução adequada dos serviços, entrega efetiva e ágil de obras e até a rotina de trabalho dos servidores, têm passado por intenso escrutínio popular e da mídia. Tais fatores levaram os dirigentes a prestar uma atenção ainda maior à gestão pública.
Nesse caminho, Alagoas foi pioneira na adoção do Modelo de Excelência da Gestão (MEG) para o setor público, quando a Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico (Seplande), sob a orientação do Movimento Alagoas Competitiva (MAC), adotou esse redesenho de processos buscando a visão sistêmica da gestão, o alinhamento de todos os setores e o atendimento às necessidades das partes interessadas.
O case Seplande foi observado com atenção por todos os setores que lidam com excelência de gestão, dentro e fora de Alagoas. "Existe sim a procura crescente no estado e pela prefeitura de Maceió. Alguns outros estados da Federação já demonstraram interesse em conhecer o projeto e, também, pela implantação do MEG, que proporciona controle de processos e medição de resultados, refletindo em transparência e controle de custos", defendeu Isabella Bezerra, superintendente do MAC.
Com o mesmo objetivo de atingir o mais alto nível na gestão corporativa, focando em metas e resultados, o chamado "Sistema Secti" também adotou o MEG, em 2013. Formado pela Secretaria de Estado da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti), pelo Instituto de Tecnologia em Informática e Informação do Estado de Alagoas (Itec) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), eles alinharam, junto com o MAC, um calendário de implantação durante 18 meses, que começou a apresentar resultados em curto espaço de tempo. O ano de 2014 foi para aplicar e mensurar os resultados alcançados nestas organizações.
Adaptação de modelos
Apesar de ter sido pensado, inicialmente, para empresas da inciativa privada, a metodologia de implantação do MEG tem sido adaptada com sucesso para o setor público, tanto que, em dezembro de 2013, foi a vez da Secretaria de Finanças de Maceió assinar a parceria com o MAC em busca do Modelo de Excelência de Gestão.
"O modelo e os conceitos são os mesmos, mas a gestão pública possui algumas particularidades na forma de contratação de servidores, compras de materiais e serviços, por exemplo. Mas o MEG pode ser totalmente alinhado à essas necessidades, já que não é prescritivo quanto a ferramentas de gestão", explicou Isabella Bezerra.
Mesmo com expressivos casos de sucesso, ainda há obstáculos para colocar em prática o Modelo de Excelência de Gestão, tanto na gestão pública quanto nas instituições privadas, como aponta a superintendente do Movimento Alagoas Competitiva.
"O primeiro obstáculo é cultural, a dificuldade em permitir que a mudança aconteça. Quando se toma a decisão de implantar o MEG, a liderança tem que estar determinada a aceitar mudanças algumas vezes muito grandes para se adequar ao Modelo e corrigir as lacunas existentes", disse Isabela Bezerra.
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