Com 100 processos em pauta, Semana pela Paz em Casa é iniciada na Capital
Os julgamentos e audiências relativos à Semana da Justiça pela Paz em Casa tiveram início nesta segunda-feira (09), com solenidade de abertura conduzida pelo presidente Washington Luiz Damasceno Freitas, na Faculdade de Direito do Centro Universitário Cesmac. O desembargador ressaltou a importância desta ação para a sociedade.
“Estamos dando prosseguimento a uma programação nacional do STF, em comemoração à semana da mulher. Em Alagoas, o programa abrange tanto o interior quanto a Capital, onde estarão sendo realizados julgamentos por júri e audiências, referentes a violência doméstica”, afirmou o presidente Washington Luiz.
A Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa é uma iniciativa do Supremo Tribunal Federal (STF) que visa impulsionar o enfrentamento da violência, doméstica ou não, contra mulher. Teve inicio nesta segunda-feira (09) e movimenta o Judiciário alagoano até o próximo dia 13 de Março.
Durante toda a Semana, serão analisados 776 processos, dos quais 500 na Capital e os demais do interior. Além das audiências, serão realizados 3 julgamentos por júri popular (8ª e 9ª Vara Criminal), dois em Maceió e um em Penedo.
Ainda segundo o presidente, em consonância com outros órgão serão realizadas palestras em escolas públicas da Capital. “Os alunos poderão entender o papel da mulher na sociedade e que elas possuem direitos a serem exercidos”, disse.
Para a presidente da Almagis, juizá Fátima Pirauá, as ações implantadas durante a semana devem ser seguidas como um exemplo diário. “ Nós mulheres precisamos derrubar essa cultura machista e construir uma cultura de solidariedade. Temos que ter em mente que essas ações devem ser feitas diariamente, tentando criar uma rede de proteção da mulher”, explicou.
O juiz titular da unidade, Paulo Zacarias, explicou como é feito o atendimento às vítimas. “De inicio, as mulheres são ouvidas e dizem se ainda têm interesse em continuar com o processo. Caso não haja, o caso é arquivado. Estamos otimistas e esperamos desafogar o número de processos na maior parte do Estado”, ressaltou o magistrado.
Violência na família
Uma das vítimas presentes no mutirão enfatizou a importância de que cada vez mais mulheres tomem a iniciativa de denunciar os agressores “Eu fui ameaçada de morte pelo meu próprio pai, não pensei duas vezes em denunciar. Eu vi várias vezes ele agredindo a minha mãe, mas na época não tinha a Lei Maria da Penha para ajudá-la. Desde então, prometi que isso não se aplicaria a mim”, disse emocionada.
O evento também contou a participação do juiz Orlando Rocha, presidente da Almagis, Fátima Barbosa Pirauá, o titular do Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, juiz Paulo Zacarias, representando a Justiça Itinerante, o magistrado André Gêda, a promotora Maria José, atuante na Vara da Mulher, e o reitor do Cesmac, João Rodrigues Sampaio.
Últimas notícias
Arapiraca inicia programação do mês da mulher com ação de valorização na Praça Marques da Silva
Justiça mantém prisão de Vorcaro e cunhado em audiência de custódia
Caio Bebeto aciona MP após reclamação de aluno sobre acessibilidade em universidade
Incêndio atinge residência localizada no bairro Itapoã, em Arapiraca
Cabo Bebeto comenta caso Vorcaro e afirma: "A verdade sempre vem à tona"
Urgência ou Emergência? Saiba quando procurar uma UPA em Alagoas
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
