Estudantes do Agreste representarão Estado na maior feira científica do país
Projetos de duas escolas da rede estadual integrarão a delegação alagoana na 13ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), maior vitrine da produção científica da Educação Básica, que será realizada na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) de 17 a 19 de março. O evento, que visa estimular o interesse pela ciência entre estudantes de todo o país, contará com a exposição de 332 projetos e a expectativa de dez mil visitantes.
O estado de Alagoas será representado por três projetos, dos quais dois são da rede estadual: "avaliação dos extratos naturais à base de urtiga para o controle de lagarta", da Escola Izaura Antônia de Lisboa, de Arapiraca e "produção de farinha à base do fruto maduro do jenipapo como suplemento alimentar no tratamento da anemia", da Escola Nossa Senhora da Conceição, em Lagoa da Canoa. Também integra a deleção o projeto de sistema hidropônico fotovoltaico do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) - campus Maceió.
No últimos cinco anos, a rede estadual tem presença confirmada no evento, tendo inclusive já obtido premiação. Em 2011, na nona edição da feira, projeto sobre utilização do extrato de alecrim como ovicida e larvicida de mosquitos orientado pela professora Nadja Alves com a participação de alunos das escolas Izaura Antônia de Lisboa e Nossa Senhora da Conceição foi premiado na categoria eficiência em metodologia científica. Já em 2012, pesquisa da escola Nossa Senhora da Conceição sobre obtenção do óleo de coco a partir de meio alternativo e de baixo custo, também coordenada pela professora Nadja Alves, foi 3º lugar da categoria Diário de Bordo.

De malas prontas para um dos maiores eventos de iniciação científica do país, os estudantes Hércules Porfírio de Jesus Santos, da Escola Izaura Antonia de Lisboa e William Vitor Pinheiro dos Santos Melo, da Escola Estadual Nossa Senhora da Conceição, não escondem a ansiedade e a satisfação por terem suas pesquisas entre as finalistas e representarem Alagoas no evento.
Estreantes na Febrace, os dois jovens estão confiantes e relatam que seus estudos foram produzidos a partir das próprias vivências.
“Além do conhecimento técnico e científico, esta pesquisa auxiliará na minha formação e está me propiciando uma experiência rica e inovadora. Estou ansioso, pois sei que ainda tenho muito a aprender lá”, conta Hércules, que apresentará projeto sobre extratos naturais à base de urtiga.
Já William vai abordar estudo sobre o uso da farinha de jenipapo no tratamento da anemia. Ele relata que a inspiração para o tema surgiu em sua família: sua mãe e irmão foram diagnosticados com baixo índice de ferro e o médico lhes receitou o consumo da fruta para o tratamento doença. A partir daí, teve início a pesquisa, resultando na farinha que continua sendo consumida pela família.
“Foi realmente esse problema de saúde que despertou meu interesse. A pesquisa foi iniciada em abril do ano passado com a professora Marinalva e concluída com a professora Nadja. Futuramente, pretendo dar continuidade aos estudos para então socializá-la para consumo em maior escala”, explica.
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