Renan sugere a ministro independência do Banco Central
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recebeu nesta segunda-feira (30), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Na conversa, Renan voltou a sugerir ao ministro a um ponto que tem defendido desde o ano passado: a independência do Banco Central. O mandato do presidente do BC não teria coincidência com o mandato do presidente da República.
O ministro Levy esteve no Senado para conversar com Renan Calheiros sobre as duas propostas previstas para votação no Plenário do Senado nesta terça-feira (31) que impactam no ajuste fiscal proposto pelo governo. São o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 15/15, que regulamenta a aplicação de novo indexador para a dívida dos estados; e o Projeto de Lei do Senado (PLS) 130/14, que convalida incentivos fiscais questionados na justiça. Ambos tramitam em regime de urgência.
”Foi uma boa conversa. Eu estou muito preocupado com a qualidade do ajuste. Mais do que tratar de quanto será o ajuste, conversarmos sobre como será o ajuste. O ministro busca um entendimento e eu voltei a sugerir a independência formal do Banco Central”, disse Renan Calheiros. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) também participou do encontro.
Quanto à votação das duas propostas no Plenário, o presidente do Senado adiantou que um acordo de líderes pode retirar a urgência da tramitação. É que o governo sinalizou negociar a dívida pública do estado do Rio de Janeiro, que ao ser estendida para outros estados, poderá permitir uma discussão maior no Senado em relação ao PLC 15/15.
Os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aguardam, também nesta terça-feira, do ministro Levy, uma proposta global sobre o ajuste fiscal. “Um plano de ajuste tem que ter começo, meio e fim. O protagonismo do Congresso não pode ficar de lado. O papel do Congresso é ser a caixa de ressonância da sociedade”, havia enfatizado Renan Calheiros.
Em relação ao Banco Central, tramita no Senado o projeto (PLS) 102/2007 que prevê mandato fixo de seis anos, com uma possível recondução, ao presidente e diretores do BC. A proposta assegura maior independência ao Banco ao determinar que a demissão do presidente ou dos diretores da autarquia terá que ser justificada e previamente aprovada pelo Senado, como já é feito com as nomeações.
Além da autonomia operacional do BC, o projeto estabelece novas regras para o funcionamento de todo o Sistema Financeiro Nacional e substitui a Lei n° 4.595, de 31 de dezembro de 1964.
Últimas notícias
Integrante de torcida organizada do CRB briga com policiais e é preso com drogas
[Vídeo] Homem que atirou contra clientes de bar em Ouro Branco é preso em ação da Polícia Civil
Homem embriagado ameaça companheira com faca e é levado à Central em Arapiraca
Assalto termina em luta corporal e suspeito agredido e preso na parte alta de Maceió
Homem é atacado com golpes de garrafa e dupla suspeita foge no Tabuleiro
Homem bate na irmã, é preso em Arapiraca e se 'justifica' dizendo que ela não fez a comida
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
