Estado pretende construir Hospital Regional em Porto Calvo
Oferecer uma atenção integral à saúde não é tarefa simples para um município isoladamente. Com a finalidade de pactar um planejamento regional, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou, nessa segunda-feira (22), em Porto Calvo, a reunião da Comissão Intergestores Regional (CIR), visando pactuar ações e serviços no Litoral Norte do estado, que corresponde à 2ª região de saúde.
Além de Porto Calvo, os municípios de Jacuípe, Maragogi, Matriz do Camaragibe, Japaratinga, Porto de Pedras, São Luis do Quitunde, Passo de Camaragibe e São Miguel dos Milagres fazem parte da 2ª região. Essa que, dentre as 10 regiões de saúde do estado, está entre as quatro regiões (2ª, 3ª, 4ª, 10ª) mais carentes no aspecto da saúde.
“Somos nós quem encontramos a solução, juntos, e na região”, disse a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska. Segundo ela, “temos a aprovação e o apoio do governador Renan Filho para ações e investimentos”. No entanto, é necessário a presença dos prefeitos e secretários municipais de saúde para a pactuação.
O secretário municipal de Saúde de Porto Calvo, Paulo de Jesus, acredita que o governador Renan Filho quer mudar a realidade de uma ‘Região Norte historicamente abandonada’. “Acreditamos que o novo governo quer dar um novo direcionamento para a Saúde”, afirmou.
Panorama - Na 2ª região de saúde, a proporção de internações clínicas por condições mais sensíveis à Atenção Básica corresponde a 20%, quando o preconizado é 10%. De acordo com Wyszomirska, as três principais causas dessas internações são gastroenterite, diabetes mellitus e hipertensão. Ou seja, doenças que podem ser controladas pelos agentes de saúde ou nas unidades de saúde.
Outro indicador apontado pela secretária de Estado da Saúde foi em relação à proporção de nascidos vivos em mães com sete ou mais consultas de pré-natal. A meta estipulada era de 52,54%, no entanto a 2ª região de saúde alcançou apenas 45,63%.
Pactuação - O plano de trabalho, conforme Wyszomirska, foi baseado nessas dificuldades encontradas na Atenção Básica, como também nas necessidades da média e alta complexidade. Foram analisadas a articulação entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Básica; a gestão; e o planejamento, auditoria e regulação.
As propostas que foram pactuadas correspondem à construção do hospital regional em Porto Calvo, com 110 leitos, sendo referência na região; ao centro de referência em especialidade, com o diagnóstico em Porto Calvo e o laboratório em Matriz do Camaragibe; aos hospitais de pequeno porte com leitos de retaguarda e de saúde mental; além da elaboração de planos operativos e da habilitação do Ministério da Saúde (MS).
Além dos representantes da Sesau e dos municípios que correspondem à 2ª região de saúde, a reunião contou ainda com representantes do Conselho Estadual de Saúde (CES), Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), Ministério da Saúde (MS) e do prefeito de Porto Calvo, Ormindo Uchôa.
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