"Cantar é minha arte e não vou parar por medo", afirma Elaine Kundera
Após formalizar a denúncia contra a sargento Lea Assis, no Ministério Público Estadual na tarde desta segunda-feira (22), a cantora Elaine Kundera, ainda muito abalada, afirmou que não vai parar de cantar.
Elaine Kundera disse que em quase três décadas atuando como cantora em Alagoas e vários estados do Brasil, nunca tinha sofrido algo parecido como o atentado que sofreu no último dia 19 de junho. Quando a sargento da Polícia Militar de Alagoas, Lea Soares Assis invadiu o bar “Vou Ali”, localizado no bairro de Mangabeiras, em Maceió, e apontou uma arma para a cabeça da cantora que estava no palco.
“Eu ainda estou muito abalada e com medo, principalmente por que o atentado que sofri partir de uma militar, que deveria proteger a sociedade dos criminosos não atentar contra a vida de quem estava trabalhando” desabafou a cantora.
A artista que é natural de Mogi das Cruzes, mas desde os dez anos mora em Alagoas, e grande parte da sua vida profissional foi em Arapiraca, relatou que o bar onde aconteceu o episódio foi inaugurado no dia 12 de junho, e no dia da inauguração o esposo da sargento que mora em um prédio ao lado do bar , invadiu o estabelecimento e , segundos testemunhas teria afirmado que já tinha fechado uma pizzaria e iria fechar o bar também Ainda segundo relatos de clientes do bar, o coronel Francisco Assis, teria dito que não adiantava procurar a polícia, porque ele era a polícia.
Por causa desse episódio, no dia 13 de junho, o movimento de clientes foi muito abaixo do esperado, devido as agressões verbais proferidas pelo coronel. E no dia em que Elaine Kundera se apresentava, a esposa do coronel, cometeu esse atentado.
Elaine Kundera afirmou que o bar está fechado desde o dia do episódio, mas se a proprietária decidir reabrir, ela vai voltar a subir no palco, mesmo ainda com traumatizada com tudo que aconteceu.
“Eu sei que vai ser difícil mas não posso deixar de exercer minha arte em função de pessoas preconceituosas e violentas” afirmou.
Ministério Público
O promotor Flávio Costa, da 61ª Promotoria de Justiça da capital, afirmou em entrevista à imprensa, que as denúncias apontam para caso de homofobia, no entanto, irá ouvir testemunhas sobre o episódio, que ele está tratando inicialmente como violência.
“Se ficar configurado que houve tráfico de influência, pedirei abertura de inquérito criminal, na corregedoria da Polícia militar e apuração rigorosa do Conselho Estadual de Segurança Pública”, disse o promotor, acrescentando que o Ministério Público não fará vista grossa para o caso.
Polícia Militar
Desde o flagrante de atentando no dia 19 de junho a sargento Lea Assis, continua recolhida no Quartel da Polícia Militar. Foi aberto um inquérito administrativo para apurar o desvio de conduta de transgressão disciplinar.
Últimas notícias
Cabrini chega a AL para investigar Caso Maria Daniela e repercussão nacional aumenta pressão por justiça
Mullher sofre traumatismo craniano ao ser espancada pelo marido em Maceió
Restaurante destruído por avião no RS deveria estar aberto na hora do acidente
Trump diz que queda de caça dos EUA não mudará negociações com Irã
Advogado é preso após tentar repassar celular a reeducando em presídio de Maceió
Inmet emite alerta de chuvas fortes para todo estado de Alagoas
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Creche em Arapiraca homenageia Helena Tereza dos Santos, matriarca do Grupo Coringa
MPF cobra medidas protetivas ao rio Mundaú e lagoas Mundaú e Manguaba
