Povoado de Palmeira dos Índios aumenta produção após programa Água para Todos
Há três anos o povoado Serra do Amaro,localizado no zona rural de Palmeira dos Índios, Agreste alagoano, passou a fazer parte do Programa Água Para Todos, que é desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa).
Segundo dados da Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil), antes da chegada do programa e de outras ações sociais, a Serra do Amaro, registrava 85% de casos de diarreia por causa do consumo de água contaminada, 72% dos domicílios não tinham banheiro, 90% das mortes eram provocadas pelo schistosoma e a maioria das casas era de taipa.
Após três anos de implantação do Água Para Todos, a realidade é outra. Atualmente, 80% das residências dispõem de banheiro, a redução da esquistossomose é de 95% e das 57 casas de taipa existentes no povoado, 30 foram reconstruídas em alvenaria.
“Um conjunto de tecnologia social tem mudado a realidade econômica e de qualidade de vida de uma das comunidades mais carentes da zona rural de Palmeira dos Índios. É uma região tradicional na produção de hortaliças”, comenta o presidente da Carpil, Luciano Monteiro.
Situação favorável
No povoado, os produtores rurais estão inseridos na agricultura familiar. A produção agrícola é diversificada. Entres os produtos estão: frutas (maracujá, mamão, banana), hortaliças (alface roxa, alface crespa, alface americana, cebolinha, couve, coentro) e tubérculos (batata, inhame, macaxeira). Além da caprinocultura e avicultura.
“Hoje, temos água potável e também para irrigação. Com toda essa mudança, nossa produção agrícola aumentou e, como consequência, a renda das famílias melhorou”, afirma Antônio Marcos, presidente da Associação Comunitária dos Produtores Rurais da Serra do Amaro.
O programa é desenvolvido na localidade pela Carpil e governo de Alagoas, por meio da Seapa. Os benefícios sociais no povoado incluem ainda projetos de irrigação, agricultura familiar e recuperação de nascentes. As ações contam também com a participação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Sebrae e da Prefeitura de Palmeira dos Índios.
Na localidade, vivem 280 famílias. Até o momento, foram construídas 58 cisternas de 1ª água (que serve para o consumo humano) e seis do tipo calçadão (2ª água, destinada para a produção agrícola). Parte dos produtos agrícolas é para consumo próprio, mas a maioria da produção é destinada para venda direta com a prefeitura e comércio local.
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