?É de Casa? tem tudo para dar saudade da TV Globinho
Foram 15 anos de TV Globinho, a alegria da criançada nas manhãs de sábado. Ao longo desse tempo, desenhos memoráveis, como Digimon e aquela abertura com a Angélica cantando e dançando com uma roupa bem Spice Girls, Dragon Ball Z, Beyblade e Yu-Gi-Oh, garantiram a audiência infantil na Globo pelo menos até o começo dos telejornais locais, mesmo que não sendo muito constante. Agora, a emissora resolveu que crianças não gostam mais de assistir desenhos, e reuniu um elenco repleto de gente cheia de credibilidade (só que não) para trocar uma ideia descontraída no É de Casa, que estreia no próximo fim de semana.
Tiago Leifert, Cissa Guimarães, André Marques e os conceituados e muito bem vistos pelo público Zeca Camargo, Ana Furtado e Patrícia Poeta, comandam uma atração que promete simbolizar o que acontece na maioria das casas brasileiras nos finais de semana, com papos sobre tudo, desde esportes, até dicas sobre culinária e decoração. Realmente, tem tudo para ser um sucesso.
Para quem acompanha mais de perto, É de Casa tem toda aquela cara de programa criado não com o objetivo de entreter alguém, mas sim de limpar a imagem de algumas das maiores pedras no sapato da emissora. Tiago Leifert tem uma boa moral com o público, mas o jeito moleque exagerado já deixou muita gente cansada. André Marques tem toda uma história de superação e exemplo na bagagem, mas nunca conseguiu se firmar em programa algum. O mesmo vale para Cissa Guimarães, que até atriz já tentou ser.
Do outro lado da moeda, Zeca Camargo, Ana Furtado e Patrícia Poeta cabem em uma definição: falta de credibilidade. Por razões diversas, o trio está entre os mais eficientes repelentes de audiência da emissora carioca, e não há nada que indique que na nova atração será diferente. Esnobar a audiência infantil é uma aposta arriscada, ainda mais quando a solução é criar uma nova (e cara) produção com os nomes mais representativos da queda de popularidade de um canal nos últimos anos. Ao invés de investir em novos modelos de programação para a criançada, a Globo resolveu repaginar, mudar de direção e criar um público novo para o horário. Pode dar certo? Claro. Mas as peças escolhidas tornam tudo um tanto mais difícil.
A sinalização para essas dificuldades que o É de Casa deve enfrentar está em outra atração matinal: o Encontro. Sem Fátima Bernardes, que está de férias, o programa apostou em Leifert, Ana e Marcos Veras para o comando do matinal. O resultado? A pior audiência dos últimos dois meses, perdendo para o Bom Dia e Cia, do SBT. A mensagem que o espectador passa é clara, e ignorá-la pode ser uma passagem garantida para o fracasso.
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