Comunidades acolhedoras devem se adequar à nova resolução
O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) aprovou a resolução que regulamenta as chamadas comunidades acolhedoras, também conhecidas como comunidades terapêuticas. Essas entidades, que realizam o acolhimento de pessoas, em caráter voluntário, com problemas associados ao uso nocivo ou dependência de substância psicoativa, integram o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad) e passam agora a ter mais uma ferramenta normativa.
Atualmente existem cerca de duas mil entidades nessa situação no Brasil e todas eram fiscalizadas apenas com base nas normas sanitárias. Com o marco regulatório das comunidades terapêuticas, o Brasil, nos moldes de outros países que organizaram amplamente sua rede de cuidados, passa a ter um importante instrumento de proteção às pessoas acolhidas em tais órgãos.
Em Alagoas, 36 comunidades acolhedoras integram a Rede Acolhe, coordenada pelo Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev). O programa visa fortalecer ações de inclusão e resgate social de pessoas com dependência química, que têm uma relação estreita com os índices de violência no Estado.
Para o titular da Seprev, Jardel Aderico, a regulamentação das casas acolhedoras contempla as garantias aos acolhidos e mecanismos de funcionamento e fiscalização dos órgãos de controle e da próprias comunidades.
“Este é um marco para o país, que agora garante um espaço digno, que respeita os direitos humanos e tem condições para a reinserção social e a proteção do usuário, e não apenas ao tratamento de saúde propriamente dito”, afirmou Jardel Aderico.
Dentre os avanços da regulação, fica determinado que as entidades não são estabelecimentos de saúde, mas de interesse e apoio das políticas públicas de cuidados, atenção, tratamento, proteção, promoção e reinserção social de usuários de drogas.
“A adesão e permanência do cidadão é exclusivamente voluntária e entendida como uma etapa transitória para a reinserção sócio-familiar e econômica do acolhido, que pode interromper o acolhimento a qualquer momento”, explicou o secretário Jardel Aderico.
MUDANÇAS
As comunidades acolhedoras precisam oferecer ambiente residencial, de caráter transitório, propício à formação de vínculos e com convivência entre os pares. O foco deve ser pessoas em situação de vulnerabilidade com problemas associados ao abuso ou dependência de substância psicoativa.
Dentre as principais mudanças com a Resolução do Conad estão: desenvolver atividades recreativas, de desenvolvimento da espiritualidade, de promoção do autocuidado e da sociabilidade e de capacitação, de promoção da aprendizagem, formação e as atividades práticas inclusivas; informar os critérios de admissão, permanência e saída; manter os ambientes de uso dos acolhidos livres de trancas, chaves ou grades; ficar garantido ao acolhido o direito à privacidade, dentre outras.
Seprev já cobra das comunidades credenciadas o acompanhamento de assistentes sociais e psicólogos, além da estrutura necessária para acolher os dependentes químicos. Com a nova resolução, as novas regras também devem ser cumpridas em Alagoas.
Últimas notícias
Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates
Vocalista da Calcinha Preta desfalca banda após parar no hospital
[Vídeo] Incêndio de grandes proporções atinge Circo do Tirullipa em Natal
Homem é preso por destruir muro enquanto perseguia mulher em Arapiraca
Homem é brutalmente assassinado e jogado na ‘Vala da Pocilga’ em Rio Largo
Após elevação do nível dos rios, Defesa Civil de Alagoas segue em alerta
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
