Incentivos econômicos atraem investidores para o mercado alagoano
Localização estratégica, apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) para encontrar o local ideal e deferimento de ICMS. Essas são algumas das vantagens que a Sedetur apresenta para empresários, na hora de atrair esse tipo de investidor para o estado.
“Alagoas tem um instrumento de concessão de incentivos que é o Programa de Desenvolvimento Econômico Integrado. Esse instrumento possibilita a concessão de incentivo locacional e fiscal para as empresas. Isso dá segurança jurídica para as empresas”, explica o superintendente de indústria, comércio e serviço da Sedetur, André Luiz.
No total, só este ano, a Sedetur conta com uma carta de prospecção de 35 empresas, com interesse de investimento em Alagoas. Segundo o superintendente de indústria, comércio e serviço, a ideia é que esse número vire realidade.
“A nossa expectativa é que, dessas 35 que estão em prospecção, sigam para a relação de instalação. A gente já tem uma empresa que já deu o CNPJ e já confirmou o investimento que é a Esmalglass, até o governador Renan Filho já citou isso na inauguração da Portobello, e que provavelmente começará a sua obra em 2016”, comentou o superintendente.
Alagoas está em um local, geograficamente falando, ideal para as empresas. Atualmente, 50% da renda das indústrias do Sul e Sudeste são provenientes do mercado consumidor do Nordeste. Ou seja, trazer uma sede dessas industriais para Alagoas, haverá redução nos custos, por exemplo, no transporte.
Além disso, pode haver reduções maiores nas despesas de produção. Alagoas ainda conta com uma grande indústria consolidada no ramo de química do plástico, a Brasken. Ou seja, para uma fábrica que precise desse material como matéria-prima, será o mesmo que contar com o produto no “quintal de casa”. Economizando em captação dessa matéria e reduzindo os gastos do transporte também.
“É uma cadeia produtiva. Onde a indústria âncora puxa as outras indústrias. Por exemplo, a vinda da Duratex, que é uma grande transformadora de painéis de madeira, adicionar uma nova cadeia produtiva que é a do setor moveleiro.”, explicou o superintendente André Luiz.
Diversificação
O setor sucroalcooleiro, hoje, ainda é principal foco da economia em Alagoas. Mas, existem estratégias que preparam o estado a encarar os problemas. Segundo o superintendente de indústria, comércio e serviço da Sedetur, André Luiz, o setor moveleiro é um bom componente para amenizar da canavieira alcooleiro.
A indústria do plástico, já consolidada em Alagoas, por exemplo, assim como a moveleira e a cerâmica dão sinais de avanço. A inauguração da Portobello e a ampliação de serviços em outros setores são demonstrativos de que o mercado pode reagir.
“Uma cadeia que já está movimentando e muito a economia de Alagoas é a química do plástico. Para ter uma ideia, hoje são cerca de 70 empresas dentro dessa cadeia, gerando em torno de três mil empregos. Com a vinda da Portobello, a gente já começa a consolidação de uma nova cadeia que vai dar dinamismo à economia. Não é só focar nos empregos diretos, mas também nos indiretos, o que dá um efeito multiplicador e, também, uma forma de tentar atrair essa cadeia do setor moveleiro para Alagoas”, destacou André Luiz.
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