Gasoduto deve aumentar competitividade
O setor empresarial do Agreste está otimista e esperançoso para que a implantação do gasoduto seja concluída no prazo previsto das obras, que é de dois anos. Em recente visita a Arapiraca o governador Renan Filho informou que a empresa que iniciará as obras já foi licitada e que brevemente ele quer voltar a cidade para assinar a documentação e dar seguimento a segunda fase das obras. Orçado em R$ 41 milhões, e com 66 kms de extensão, o gás natural saírá do city gate localizado em Penedo até a futura estação da Algás em Arapiraca. A previsão é que o novo gasoduto seja entregue a comunidade arapiraquense em dois anos.
O empresário José Hipólíto Correia é um dos mais otimistas e está torcendo para que tudo seja concretizado dentro do prazo previsto. Além da Asa Branca, uma grande distribuidora de alimentos, localizada no distrito industrial de Arapiraca, o empresário possui uma empresa de fabricação de doces e molhos – a HADA, que fica às margens da rodovia AL-110, por onde passará a rede de tubulação do gás.
Hipólito explicou que a instalação do gasoduto vai tornar a empresa mais competitiva no mercado. Atualmente a HADA compra madeira reflorestada em Pernambuco para ser utilizada nas caldeiras para a produção do vapor. Com o gás canalizado a redução dos custos deve ficar em torno de 5,3%, o que vai possibilitar o aumento da produção e expandir os negócios para outros estados e para o mercado internacional.
“Atualmente nossa produção está sendo comercializada nos estados de AL. SE, PE, PB e CE, com a implantação do gás vamos expandir os negócios para outros seis estados no eixo sul-sudeste”, informou Hipólito.
O empresário afirmou que o aumento da produção promoverá consequentemente maior oferta de emprego para a região. Atualmente 106 funcionários trabalham na HADA, com a instalação do gasoduto, esse número deve aumentar para 170 funcionários.
Redenção do Agreste
Hipólito Correia afirmou que a implantação do gasoduto vai atrair muitas indústrias para o Agreste e consequentemente impulsionar ainda mais a economia da região. Para o empresário a redenção do Agreste acontecerá quando o Canal do Sertão chegar em Arapiraca, principalmente para as indústrias do setor agronegócio.
Ele explicou que boa parte da matéria-prima utilizada para produzir os doces da HADA é comprada em Pernambuco e em Goiás, o que implica no aumento de custos de produção.
“ Com o Canal do Sertão a matéria-prima será produzida aqui mesmo, gerando emprego e renda para os trabalhadores locais e aumentando o poder de competitividade dos empresários”, finalizou Hipólito
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