"É de Casa" peca por excesso de apresentadores e pautas surradas
No ar há 14 sábados (estreou no dia 8 de agosto), o “É de Casa” ainda não conseguiu emplacar. Pior do que isso, não conseguiu vencer sequer um confronto com o SBT, que exibe desenhos e conteúdos da Disney.
A Globo, conhecida por vencer pelo cansaço, tem em mãos uma atração aos sábados pela manhã que se mostra no limite do seu público e fazê-lo atingir a primeira colocação isolada não será uma tarefa fácil.
Com um índice de televisores ligados menor que em dias úteis, e com uma predominância maior da criançada nessa faixa horária, o “É de Casa” ainda não criou uma identidade já que tem seis apresentadores, sendo que cinco estavam completamente deslocados dentro do canal. O público não se identifica com grande parte deles.
Tiago Leifert é uma das únicas (ou a única) exceção desse time, conduzindo com competência aquilo que lhe é proposto. No entanto, saiu de uma posição confortável e segura do jornalismo esportivo para se aventurar num projeto como esse, onde o risco de não dar certo era grande.
Zeca Camargo, do “Fantástico” foi jogado para o “Vídeo Show”, que viu sua audiência afundar com sua chegada, perdendo inúmeras vezes para o “Balanço Geral” da Record.
Cissa Guimarães não tinha projetos. André Marques e Ana Furtado também já estavam sem grandes aspirações. Ana, vez ou outra aparecia fazendo substituições pontuais no “Encontro”, mas nada desenvolvido especialmente para ela.
Patrícia Poeta, ao lado de Tiago, é quem chama atenção no “É de Casa”, mas ainda é pouco. E também pudera. As pautas do matutino já estão batidas e completamente surradas. Dar dicas culinária e de como restaurar móveis, além de poder utilizar garrafas pets de outras maneiras já deram. Não tem nada de novo, nem na maneira de ensinar.
O programa tem um cenário estupendo, feito com minúcia, mas ninguém se identifica com aquilo que é exibido. Parte dos apresentadores são comprovadamente rejeitados pelo público, e fazer com o que o carisma deles segure a atração é um erro crasso. Tiro no pé. Não há como brigar contra quem comanda o controle remoto.
A resposta, é claro, vem com as consecutivas derrotas para o SBT, que não se esforçou nada para estar ali em primeiro lugar.
O “É de Casa”, apesar de pouco tempo no ar, terá que passar, inevitavelmente, por reformulações. Cortar na carne, diminuir apresentadores e até o tempo de arte para levar ao telespectador um produto mais enxuto e bem acabado, onde exista identidade.
Últimas notícias
Laboratório OxeTech Penedo abre inscrições para cursos gratuitos de tecnologia
Justiça condena policiais envolvidos em homicídio e ocultação de cadáver de Davi da Silva
Programa Planta Alagoas beneficia 600 agricultores familiares de Penedo
Câmara Municipal empossa mais sete servidores aprovados no concurso público de 2024
Leonardo Dias denuncia possível greve na Saúde: “infelizmente, não me surpreende”
Jovem suspeito de tentativa de homicídio morre em confronto com a polícia em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
