Filha denuncia que pai recebeu alta mesmo com problemas
Braço recentemente amputado, infecção, anemia profunda, febre, sangue no canal da bexiga, escaras, além de outras complicações. Esse é o quadro de saúde do policial civil aposentado Aldir Vieira Santos, 65 anos que está internado no Hospital Geral do Estado (HGE), e mesmo diante desse quadro clínico teria recebido alta na manhã desta segunda-feira (28). A denúncia foi feita por meio da página pessoal da filha dele, Sabrinna Vieira.
A reportagem do portal 7Segundos entrou em contato com a denunciante que confirmou as denúncias. Ela elenca uma série de negligências praticadas por alguns profissionais do HGE, inclusive um médico que teria dado alta sem sequer entrar dentro do quarto que o pai estava internado. “Ele ficou olhando pelo vidro da porta e pediu que a enfermeira enviasse uma foto para que ele pudesse avaliar o quadro clínico do meu pai. Depois assinou a alta”, denunciou Sabrinna.
A filha do policial afirmou que durante dois meses o pai ficou internado no HGE em função de complicações decorrentes de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) pressão alta, diabetes entre outras complicações. “Durante o período que ele ficou internado adquiriu uma bactéria resistente a Acinetobacter, que pode causar pneumonia, e agravar o processo de infecção de feridas abertas, como é o caso do pai dela. E mesmo assim ele recebeu alta dia 22 de dezembro”, relatou.
Três dias após a alta o quadro de saúde de Aldair Vieira Santos se agravou e ele novamente deu entrada no hospital. Falta de material para fazer curativos, demora de até dois dias para realizar a assepsia entre outras negligências levaram Sabrinna a fazer a denúncia pelas redes sociais.
Alta
A assessoria de comunicação do HGE informou que ao contrário do que a família do paciente divulgou, ele não recebeu alta hospitalar na manhã desta segunda-feira (28). “Ele foi avaliado pelo cirurgião plástico e liberado para que o cirurgião vascular análise as complicações do pé diabético do paciente”, informou.
A assessoria informou ainda que muitas vezes a alta demanda do HGE que é um hospital de urgência acaba acumulando os cuidados com pacientes acamados, como é o caso do paciente Aldair Vieira Santos. “A infecção será tratada, depois ele passará por um debridamento, que é a retirada da pele morta das escaras e quadro clínico estiver regularizado ele deve ser cuidado pela família, em casa”, concluiu a assessoria.
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