Gerente de boate é preso em SC por exploração sexual
Um homem foi preso na tarde desta quarta-feira (10) por manter uma casa de prostituição e quatro mulheres em cárcere privado em uma boate de Laguna, no Sul catarinense. Segundo a Polícia Civil do município, as vítimas estavam presas no local há cerca de duas semanas.
A casa noturna ficava no bairro Cabeçuda. Por volta das 16h30 de quarta, quando os policiais foram ao local, as jovens entre 22 e 25 anos estavam dentro do estabelecimento sem as chaves da porta. Elas informaram à polícia que costumavam ficar trancadas durante o dia. O gerente da boate foi localizado e liberou a vistoria do estabelecimento.
Após ouvir o depoimento das vítimas e do acusado, o dono da casa noturna, de 40 anos e natural de Minas Gerais, foi preso e encaminhado ao Presídio de Laguna. Ele responde por exploração sexual e cárcere privado.
Conforme a Polícia Civil, as vítimas eram de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais. Elas foram liberadas e disseram à polícia que voltariam para a casa dos familiares.
Gerente disse que levaria vítimas para passear
De acordo com o delegado Flávio Costa Gorla, responsável pela investigação, uma das vítimas conhecia o gerente da terra natal, Minas Gerais. O homem chegou a prometer passeios às vitimas.
“Ele ofereceu que levaria ela e as amigas para passear e conhecer Laguna. Chegando aqui na cidade, manteve as quatro presas no local. Elas recebiam alimentação e moradia, mas tudo era descontado dos programas”, esclarece Gorla.
Esquema de prostituição
A prostituição era esquematizada com as jovens, informou o delegado. “O cliente pagava R$ 10 para entrar na boate e tinha direito a um drink. O drink era acompanhado pelas meninas e, caso ele quisesse mais uma bebida, que custava R$ 25 a dose, a moça ganhava R$ 10. Ou seja, se ele bebesse três drinks, ela ganhava R$ 30″, explica Gorla.
O delegado conta ainda que, caso o cliente tivesse interesse em prosseguir com o programa, o aluguel dos quartos, que ficavam em uma sobrado atrás da boate, custava R$ 50. Já o programa, variava de vítima para vítima.
“Os clientes ainda tinham a possibilidade de levar as moças para fora da boate, mas isso custava mais caro e era sempre acordado com o gerente da boate”, afirma o delegado.
Últimas notícias
Alfredo Gaspar garante R$ 816,4 mil em investimentos para a região Norte de Alagoas
Com mais de 1.400 romeiros, São Sebastião realiza grande romaria em Juazeiro do Norte
Idoso atropelado em Maragogi aguarda cirurgia após material hospitalar acabar, diz família
Mulher é presa após agredir policial e causar confusão em via pública no Benedito Bentes
Mendes manda PF apurar suposta espionagem contra secretário do Recife
Prova da CNH: baliza deixa de ser obrigatória em 10 estados brasileiros, e serão 11 em fevereiro
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
