Arapiraca tem 23 casos microcefalia e todos são tratados no município
Ainda é grande o risco de uma mulher grávida dar a luz a um bebê com microcefalia, anormalidade que apresenta a redução do tamanho do cérebro do recém-nascido. Até agora Arapiraca já tem 23 casos notificados da doença e dez deles são confirmados.
As causas da microcefalia através do zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela dengue e a chicungunya, assustam os especialistas da Saúde. Os dados de Arapiraca são registrados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que tem dado toda a assistência às mulheres que geraram bebês com microcefalia.
O Portal 7 Segundos conversou com a coordenadora da área técnica da dengue, da Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca, Klébia dos Santos, para saber sobre a assistência médica e psicológica às mães.
Klébia dos Santos informou que o processo de investigação para se certificar se um bebê recém-nascido tem ou não microcefalia começa no hospital onde a gestante teve o bebê. Trata-se da triagem neonatal.
"O acompanhamento pós-parto é fundamental para verificar se o bebê apresenta alguma alteração neurológica, procedimento que é feito pelo exame de tomografia", disse Klébia dos Santos.
O bebê também passa por uma avaliação auditiva que é feita na clínica médica Otomed, em Arapiraca. Além de ser acompanhado por uma equipe de multiprofissionais no Espaço Nascer, lugar criado pela Prefeitura de Arapiraca por meio de programas federais que dão atenção específica às mulheres gestantes e a bebês com casos excepcionais.
Klébia dos Santos disse, ainda, que mães e bebês recebem a atenção também das coordenadorias da Pessoa com Deficiência e da Saúde da Criança, que são coordenadas por Amanda Bertoldo e Vilceia Melo, respectivamente.
Grupo solidário

Para desenvolver um trabalho mais afetivo e envolver as mães dos bebês com microcefalia, a Secretaria de Saúde de Arapiraca vai formar um grupo que deverá se reunir no dia 30 deste mês, no Espaço Nascer, para fortalecer a assistência às famílias.
"A ideia é envolver as mães que tiveram seus filhos com microcefalia e cada uma se unir, se conhecer e assim trocar informações e formar uma família entre elas para que, juntas, todas possam superar a situação de seus bebês", afirmou Klébia dos Santos.
A formação do grupo, segundo a coordenadora da área técnica da dengue, é importante uma vez que se constatou nas famílias preconceito com os bebês que nasceram com microcefalia, como também da própria comunidade e da sociedade em geral.
"A microcefalia sempre existiu, o fato novo é que ela está sendo causada pelo zika vírus, o que tem intrigado, inclusive, os especialistas da Saúde e muita gente se assusta e tem preconceito com a anomalia.", esclarece Klébia dos Santos.
Ela disse que é comum uma mãe ser parada em algum lugar público pelas pessoas que querem ver o bebê com a má formação do cérebro. E que situações como esta causam constrangimentos à mãe.
"Chegamos ao ponto aqui em Arapiraca de pessoas que querem até tirar fotos da mãe com o bebê como se fosse um registro, digamos, raro, diferente. E isso causa constrangimento", reforçou a coordenadora.
Arapiraca também registra uma morte de bebê por microcefalia. A criança faleceu aos quatro meses de vida.

O Ministério da Saúde (MS) recomenda que os próprios hospitais e maternidades avaliem os casos de crianças que nascem com o cérebro medindo 31,9 centímetros para o sexo masculino e 31,5 centímetros para o sexo feminino que sejam notificados e informados, de imediato, à Secretaria Municipal de Saúde.
Situações assim, os dados serão encaminhados para o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cieves).
Os casos de microcefalia em Arapiraca foram detectados nos bairros Batingas, Nossa Senhora Aparecida (Bonsucesso), Planalto (Cohab Nova), Manoel Teles, Alto do Cruzeiro, Jardim das Paineiras, Boa Vista, Santa Esmeralda, Brasília, Itapoã e no Povoado Canaã, zona rural da cidade.
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