Fundação de Bill Gates quer combater o vírus zika usando mosquitos com DSTs
A Bill & Melinda Gates Foundation tem um novo alvo: os mosquitos Aedes aegypti, que transmitem o vírus zika e da dengue, entre outras doenças. E, para enfrentá-los, a ideia é usar mosquitos infectados com doenças sexualmente transmissíveis.
Bill Gates se envolve em filantropia desde antes de se aposentar da Microsoft, e depois da sua saída da empresa que ajudou a fundar as coisas ficaram mais ousadas, além de certa vez ter até bebido água extraída de cocô. A Gates Foundation já financiou camisinhas feitas com o mesmo material das lentes de contato e quer colocar chips contraceptivos em mulheres. As causas são sempre nobres, e, se a abordagem aqui não é bizarra como em outros casos, ao menos o que motiva a fundação continua sendo algo positivo para o mundo.
Durante o Code Conference, realizado pelo Recode nos EUA, Susan Desmond-Hellman, CEO da Bill & Melinda Gates Foundation, falou um pouco sobre um kit que a fundação está financiando que contém ovos de mosquitos infectados com uma bactéria. Quando esses insetos nascerem e tiverem suas crias, essa nova geração de mosquitos não será capaz de transmitir doenças como o vírus zika.
Na verdade, faz ao menos oito anos que a fundação financia pesquisas feitas por cientistas australianos para combater a dengue – eles só vão agora expandir os esforços para o vírus zika. “O zika não estava na lista de ninguém”, explicou Desmond-Hellman, lembrando que, por mais que o vírus seja conhecido há décadas, não houve muito esforço para estudá-lo e pará-lo até o recente surto que começou aqui no Brasil.
E também não é a primeira vez que cientistas combatem fogo com fogo – ou melhor, mosquito com mosquito. Também em iniciativas de combate à dengue, mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados foram soltos em Piracicaba, no interior de São Paulo, no ano passado com o mesmo conceito por trás: uma larva mutante do inseto impedia que novas larvas se desenvolvessem até a fase adulta.
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