Acusado de assassinar um e tentar matar dois da mesma família vai a júri popular
O réu Melquisedc da Silva Soares, vulgo Melque, será levado a júri popular por ter assassinado um homem e tentado matar outras duas pessoas, todas da mesma família. A decisão é do juiz da 9ª Vara Criminal da Capital, Geraldo Cavalcante Amorim, e foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta terça-feira (2). A data do julgamento ainda não foi definida.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE/AL), o crime aconteceu na Grota do Pica Pau, no bairro Novo Mundo, em 13 de julho de 2012. Melque e outro homem, Walter dos Santos Vieira, vulgo Nenem, teriam armado uma emboscada para assassinar a tiros Anderson Alexandre Miguel Batista, sua mãe, Maria de Lourdes Miguel Batista e seu cunhado José Leonardo dos Santos Filho.
Segundo os autos, as vítimas estariam na porta da casa de Maria de Lourdes, quando um indivíduo conhecido como Galego passou chamando Leonardo para ver uma mulher que supostamente estaria morta, depois de ter caído de uma cadeira. Leonardo a princípio não se interessou muito, porém sua esposa teria dito que eles deveriam olhar.
Ao subirem as escadarias da Grota, Leonardo, seguido de sua esposa, sogra e cunhado, perceberam que não havia pessoa morta, mas sim uma mulher embriagada. Decidiram voltar para casa, quando foram surpreendidos pelos acusados, que efetuaram vários disparos de arma de fogo contra o grupo. Maria de Lourdes foi atingida na perna e Leonardo no braço.
A irmã de Anderson, em seu depoimento, afirmou que todos os comentários na comunidade afirmam que os autores do fato criminoso foram Melque e Nenem. Disse ainda, que seu irmão e Melque teriam discutido dois dias antes do crime, por causa de drogas, e que seu cunhado, Léo, era vendedor de drogas. Acrescentou também que um dia depois da morte de seu irmão, um indivíduo não identificado foi até sua casa no intuito de matá-la.
Em sua defesa, o Melquisedc negou a autoria dos fatos e disse que não tem a quem atribuí-la. Afirmou que, no dia do crime, estava em casa e que conhecia as vítimas e testemunhas apenas de vista. Disse ainda, ser inocente e não saber o motivo das pessoas terem atribuído a autoria do crime a ele.
Afirmou que só soube do acontecimento um dia depois, quando estava em uma missa de sétimo dia no bairro do Trapiche, acrescentando que apenas soube que estava sendo acusado do crime depois de ser preso e levado para a Central de Flagrantes.
A prisão preventiva de Melque foi decretada em setembro de 2012, no entanto, o réu permaneceu foragido por mais de dois anos, tendo sido preso apenas em novembro de 2014. Melquisedc da Silva Soares também responde a processo que tramita na 15ª Vara Criminal da Capital por tráfico de drogas.
Na decisão, o magistrado também decidiu manter a prisão preventiva do réu. “Diante da gravidade do crime, dos motivos e do modo de execução que estão sendo imputados ao acusado, além da possibilidade de voltar, em tese, a delinquir, [o réu] demonstra total inadaptação do acusado ao convívio em sociedade”, explicou.
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