Obras da Ecovia Norte estão atrasadas desde 2012; Seminfra alega falta de recursos
Via pretende ligar parte alta de Maceió ao Litoral Norte, mas imbróglio jurídico prejudica conclusão
Uma obra que pretende amenizar o trânsito em Maceió e proporcionar mobilidade urbana, ligando a parte alta da capital ao Litoral Norte. A Ecovia Norte, por muito tempo, se tornou a esperança principal dos moradores que precisam transitar naquela região todos os dias. O sonho virou pesadelo. Isso porque, desde 2012, um imbróglio jurídico dificulta a conclusão das obras e deixa a população na mão.
Ela poderia ser uma alternativa viável para os motoristas, mas permanece ocupada e nem se quer foi recapeada. A reportagem da TV Ponta Verde transitou duas vezes pelo local e não viu nenhum profissional trabalhando. José Augusto é caseiro e mora em uma casa próxima aonde a pista vai ser construída. “Não chegaram aqui dizendo nada. Aterraram tudinho e abandonaram”, conta. Vicente Araújo, pedreiro, também relata abandono. “Só fizeram medir, foram embora e nada mais”.
Na semana passada, a Prefeitura de Maceió publicou um decreto que classificou a região como de utilidade pública. A prefeitura luta, agora, para agilizar a desapropriação do local, sem prazo concreto para acontecer. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura de Maceió, 11 casas e diversos lotes de terreno devem ser desapropriados futuramente. Os imóveis já foram avaliados. A indenização aos moradores deve chegar a mais de dois milhões de reais.
Segundo o secretário da pasta, Roberto Fernandes, o principal motivo do atraso são os embaraços jurídicos e a falta de recursos do governo federal. “Se os recursos oriundos, principalmente, dos ministérios federais chegarem a tempo, é uma que, até o final do ano, a gente tem toda ela para o maceioense (sic)”, garantiu.
Além da pavimentação, serão realizados serviços de drenagem de Guaxuma ao Benedito Bentes. Toda essa área será urbanizada com iluminação, calçamento e ciclovia. Atualmente, apenas um trecho do conjunto Sorriso está pronto. Quem transita pela região, no entanto, não vê a hora de tudo ficar pronto. “Vai ficar mais claro, vai ficar melhor de andar (sic)”, resumiu André Lima.
Confira a reportagem completa:
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