Governo Temer diminui investimentos e aumenta gastos em 2016
Enquanto os gastos continuarão a crescer até o fim de 2016, os investimentos diminuirão até o mesmo período, em comparação com os gastos de 2015. A conclusão é de um estudo, realizado pela Consultoria de Orçamento (Conof), da Câmara dos Deputados.
De acordo com o estudo, enquanto no ano passado foram investidos R$ 43,3 bilhões até o gfinal de outubro, o mesmo período deste ano mostra uma redução de 6%, um total deR$ 40,7 bilhões. Comparando os dois números, com o investimento no ano de 2014, durante as eleições sob gestão de Dilma Roussef (PT), a diferença é ainda maior. Naquele ano eleitoral, foram investidos R$ 65,8 bilhões até o fim de outubro.
Segundo o estudo, os gastos totais do governo federal, descontados os repasses para Estados e municípios, terminarão 2016 em R$ 1,2 trilhão, o equivalente a 19,6% do PIB. O crescimento é de 13,7% em relação a 2015 e 1,3 ponto percentual do PIB do país (descontados de 2015 os gastos com o pagamento das ''pedaladas fiscais''). O número para 2016 é uma projeção, feita com base nos gastos do governo até o fim de outubro.
Para os especialistas em contas públicas, são “investimentos” os gastos que não estão relacionados aos salários dos servidores, ao custeio da máquina (aluguéis, gasolina, resmas de papel) e ao pagamento de juros da dívida. Contam como investimentos as obras públicas, a compra de maquinário etc.
PREVIDÊNCIA PUXOU GASTOS PARA CIMA
As despesas com pagamento de aposentadorias, pensões e benefícios contribuíram para elevar os gastos em 2016. Benefícios previdenciários (inclusive aposentadorias) crescerão 16,5% até dezembro em relação a 2015. Serão R$ 71,8 bilhões a mais.
A política de reajuste do salário mínimo é apontada como um dos principais motivos para o aumento dos gastos. Isso porque parte das aposentadorias e outros benefícios estão atreladas ao valor do mínimo.
Os pagamentos do Seguro-Desemprego foram multiplicados por 5 em 10 anos. Passaram de R$ 7,2 bilhões em 2004 para R$ 35,9 bilhões em 2014. Em 2016, o valor deverá crescer 26% em relação a 2015. A subida do Abono Salarial foi ainda maior: em 2004 foram R$ 2,3 bilhões. Dez anos depois tinha disparado para R$ 15,9 bilhões. A inflação acumulada do período, na contagem do IPC-A, ficou por volta de 70%.
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