Alberto Youssef sai da carceragem da PF e vai cumprir pena em casa
Após dois anos e oito meses de prisão, o doleiro Alberto Youssef deixou a carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba por volta das 13h desta quinta-feira (17) e foi até a sede da Justiça Federal para colocar a tornozeleira eletrônica.
Conhecido pelo envolvimento com lavagem de dinheiro de operações criminosas da Lava Jato, ele foi condenado a 121 anos de prisão e é um dos delatores mais importantes da operação. Encarcerado na sede da PF desde o dia 17 de março de 2014, dos 121 anos de condenação, cumpriu em regime fechado 2 anos e oito meses.
Ele colocou a tornozeleira eletrônica nesta quinta-feira, cumpre mais 4 meses de prisão domiciliar, em um bairro nobre de São Paulo, e estará em regime aberto, podendo ir e vir livremente, à partir de 17 de março de 2017.
Ao cumprir revisão de pena do Supremo Tribunal Federal (STF), o juiz Sérgio Moro autorizou a antecipação da progressão de Youssef para o regime domiciliar. A mudança de regime é um dos benefícios obtidos pelo acordo de delação premiada, feito com o Ministério Público Federal (MPF), ainda em 2014.
Ele foi um dos primeiros alvos da Operação Lava Jato, na época, as investigações apuravam a existência de uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro e Youssef era apontado como um dos líderes do grupo.
Em entrevista, o advogado Antônio Figueiredo Basto afirmou que se não fosse o acordo de delação premiada de Youssef a Operação Lava Jato não teria avançado.
“Nossa missão foi concluída com êxito. Foi o acordo que estruturou a Operação Lava Jato. Então nós estamos muito satisfeitos com o trabalho que foi feito”, declarou.
“Ele fez uma contribuição excepcional para a Lava Jato. Proporcionalmente, para a acusação, foi muito bom ter um colaborador como ele”, afirmou.
“Sem a contribuição dele não teria a Lava Jato, é muito mais importante a contribuição que ele deu do que a pena que ele recebeu. Para a acusação foi muito bom ter um colaborador como ele”, concluiu.
O doleiro deixou Curitiba com a tornozeleira eletrônica rumo a São Paulo, por volta das 14h10 desta quinta-feira. Fora da prisão, Youssef teme ser alvo terá uma equipe de escolta entre o trajeto do aeroporto até a nova casa, além de seguranças em sua residência, segundo o advogado. “Tem sim uma segurança envolta dele, uma segurança especial ao redor dele e da família”, disse
Outras colaborações
Depois da doleira Nelma Kodama e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, Youssef foi a terceira pessoa a assumir em acordo de delação o compromisso de apresentar documentos e provas contra outros envolvidos no esquema investigado na Lava Jato.
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