Quase dois anos após crime, família de Gustavo Melo continua sem respostas
Perder um ente querido para a violência é doloroso, mas quando o caso segue sem respostas o luto é ainda mais difícil de suportar. A família de Gustavo Melo, de 30 anos, morto a tiros em janeiro de 2015, continua lutando para ter notícias sobre o inquérito que investiga a morte, mesmo quase dois anos após o crime.
Em fevereiro de 2015, a direção geral da Polícia Civil determinou que fosse instaurada uma comissão especial para apurar as circunstâncias que causaram a morte de Gustavo.
No início de 2016, o Portal 7 Segundos conversou com o presidente da comissão responsável pela investigação, o delegado Thales Araújo, e ele informou que o inquérito estava prestes a ser finalizado e encaminhado para a Justiça.
O problema é que um ano e onze meses após o suposto crime, o inquérito nunca foi finalizado e a família segue sem nenhuma informação.
Nossa equipe conversou com a irmã de Gustavo, Larissa Melo, que falou sobre a dor da espera.
"É muito angustiante esperar a elucidação desse crime, principalmente porque a gente sabe exatamente o que aconteceu. Como os delegados que participam da comissão foram transferidos para outras cidades, a gente fica sem saber a quem recorrer", disse ela.
Hipóteses do crime
A primeira hipótese que surgiu sobre o crime foi a de que o tiro que resultou na morte de Gustavo Melo teria sido acidenteal.
De acordo com as informações divulgadas na época, a vítima estava com três amigos em um bar no centro da cidade de Olho d'Água das Flores. Por volta das 4h da madrugada, Gustavo e um dos amigos, identificado como Rude Rodrigues, foram até o veículo da vítima.
Em depoimento à polícia, Rude Rodrigues relatou que estava sentado no banco do motorista e a arma, uma pistola Glock 380, estava no banco do passageiro. Segundo Rude, Gustavo teria se apoiado pelo lado de fora do carro e por curiosidade teria pedido a pistola. No momento em que passou a arma para Gustavo, acidentalmente houve um disparo, que atingiu a cabeça da vítima.
Família contesta
Segundo a família de Gustavo, testemunhas teriam relatado que por volta das 4:45h da madrugada, Rude se dirigiu até o veículo dando algumas voltas e logo após chamou Gustavo. Em seguida, Rude teria atirado contra a cabeça da vítima.
Gustavo Melo chegou em estado grave no Hospital de Emergência do Agreste no dia 18 de janeiro de 2015, onde permaneceu internado por alguns dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), vindo a falecer no dia 29.
Inquérito
O Portal 7 Segundos conversou com um dos membros da comissão responsável por investigar o crime, o delegado Fábio Costa, que atualmente está lotado na Delegacia de Teotônio Vilela, e foi informado de que o processo deve ser concluído até a semana que vem.
O delegado não pôde dar detalhes sobre o processo porque o inquérito segue em segredo de Justiça, mas adiantou que assim que ele finalizar os trâmites dará informações sobre o caso.
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