Família de Gustavo Melo não aceita hipótese de tiro acidental
Ainda muito abalados com a morte precoce de Gustavo Melo, a família não aceita a hipótese de tiro acidental levantada pela Polícia Civil de Olho D’água das Flores. Parentes e amigos criaram, na manhã desta sexta-feira, uma página no Facebook intitulada “Gustavo Melo: não foi acidente” a fim de pressionar as investigações para o caso.
Na tarde da última quinta-feira (29), a equipe de reportagem do 7 Segundos conversou por telefone com o Delegado Titular de Olho D’água, Gilson Melo, que informou que as três pessoas que estavam com a vítima já foram ouvidas e até agora nenhum indício aponta para tentativa de homicídio.
De acordo com os relatos das testemunhas à polícia, Gustavo Melo estava no Espetos Bar, localizado no centro da cidade, acompanhado do primo, identificado como João, e de dois amigos, dentre eles Rudney Rodrigues. Segundo o depoimento das testemunhas em nenhum momento houve qualquer tipo de discussão entre a vítima e o suspeito.
Na rede social, a irmã de Gustavo, Larissa Melo, convida todos os familiares, parentes, amigos e população em geral que estejam sensibilizados com o incidente para uma grande manifestação por justiça. O ato será realizado na próxima terça-feira (03), às 17h, com concentração em frente ao Banco do Brasil de Olho 'Água Grande.
Veja o nota oficial que a família de Gustavo Melo publicou:
"A família de Gustavo Melo, que morreu no último dia (28), em decorrência de um disparo de arma de fogo, no rosto, desferido de forma covarde e sem defesa por Rude Rodrigues, na madrugada do dia 18, em Olho D’ Água das Flores, manteve o silêncio durante todo esse tempo porque concentrou todas as forças na recuperação do nosso filho e irmão o que, infelizmente, e pela vontade de Deus, não aconteceu.
Nosso Gustavo foi enterrado na tarde desta quinta-feira (29). Em meio à dor que tomava conta da família naquele instante, fomos pegos de surpresas com a declaração do delegado Gilson Melo, que investiga o caso, ao portal 7segundos.
Segundo o delegado, Rude Rodrigues apresentou-se, de forma espontânea, entregou a arma que utilizou para assassinar nosso Gustavo, e afirmou que o tiro que ceifou a vida do nosso menino foi acidental.
Além disso, de forma precipitada, o delegado Gilson Melo disse que tomou testemunho de algumas pessoas que estiveram no local do crime, entre elas, Reinaldo, primo de Gustavo. De acordo com a oitiva, não teria havido discussão entre o assassino e a vítima, o que não corresponde, de todo, com a verdade dos fatos.
Em virtude da declaração – a nosso ver mais uma vez precipitada – do delegado, a família de Gustavo esclarece:
- Não acreditamos na versão dada pelo assassino e divulgada pelo delegado, de tiro acidental;
- Dessa forma, entendemos que nosso Gustavo foi friamente assassinado por motivo fútil e banal por uma pessoa que, de posse de uma arma, se acha acima da lei, e não deu qualquer chance de defesa para nosso filho;
- A partir de agora, família, amigos e a cidade de Olho D’ Água das Flores não vão medir esforços para que a VERDADE e a JUSTIÇA sejam estabelecidas; entendemos que isso não irá trazer Gustavo de volta, mas servirá para que ele descanse em paz;
- Nada ou força estranha alguma às investigações irão nos intimidar."
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