PF e CGU deflagram operação em AL e PE para combater fraude na merenda escolar
A Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação Brotherhood, em Alagoas e Pernambuco para combater fraudes em licitações para compra de merenda escolar. São investigados recursos de cerca de R$ 20 milhões em aquisições de prefeituras junto a empresas investigadas. 88 policiais federais e nove auditores da Controladoria Geral da União estão cumprindo 14 mandados de busca e apreensão nas sedes das empresas e nos prédios públicos municipais. A força tarefa está cumprindo ainda 22 mandados de condução coercitiva e estão sendo encaminhados para a sede da PF, em Maceió, no bairro de Jaraguá.
A operação está sendo realizada em Maceió, Ibateguara, Rio Largo, Paripueira, São Luís do Quitunde, Limoeiro de Anadia, Igreja Nova, Joaquim Gomes, Atalaia, Canapi, Pindoba, Traipu e São Miguel dos Campos em Alagoas. Em Pernambuco, os policiais federais e os auditores estão em Quipapá e Paulista.
A Operação Brotherhood tem como objetivo desarticular organizações criminosas envolvidas no fornecimento de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar em Alagoas.
As investigações iniciaram em 2015, sendo deflagrada a 1ª fase da operação em 28 de junho de 2016, com a realização de buscas e conduções coercivas, bem como indiciamento de empresários e servidores públicos. A ação descobriu fraudes em licitações, com prejuízo superior a R$ 12 milhões.
A PF apreendeu uma farta documentação que foi submetida à análise e indicou a participação de novas empresas e pessoas no esquema fraudulento.
Saiba como funcionava o esquema
A organização criminosa utilizava diversas empresas para atribuir aspecto de legalidade aos processos licitatórios das prefeituras. A participação ocorria por meio de procurador, geralmente um empregado vinculado a alguma das empresas integrantes do grupo.
A Brotherhood teve origem em denúncias à Prefeitura de Traipu, parte delas formalizadas por agentes públicos do próprio município. Durante a apuração, a CGU considerou o histórico de irregularidades já praticadas por gestores anteriores, que resultaram na Operação Tabanga, deflagrada em 2009. A investigação constatou fraudes semelhantes em outros municípios da região.
Entre as falhas, a CGU identificou direcionamento de processos licitatórios; sobrepreço; superfaturamento; conluio entre as empresas participantes dos certames; “jogo de planilhas”; constituições de empresas de fachadas; utilização de sócio oculto; e omissões por parte das prefeituras quando do recebimento das mercadorias destinadas à merenda escolar.
Veja também
Últimas notícias
Anvisa indica vacina contra o HPV para prevenir mais tipos de câncer
Carnaval Limpo e Consciente do IMA/AL terá ações durante o final de semana
PCAL prende homem por furto qualificado na zona rural de Santana do Ipanema
Prefeito JHC vistoria obra de contenção no Vale do Reginaldo
Polícia Civil cumpre mandado por tentativa de feminicídio em Pão de Açúcar
Prefeita Tia Júlia discute trânsito, segurança e políticas para mulheres em reunião com MP
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
Prefeito Luciano garante pavimentação de mais dois bairros de Arapiraca
Vigia que ‘terceirizou’ próprio posto terá de ressarcir aos cofres públicos R$ 104 mil
