Após dois meses de elevação, indicador de consumo em Alagoas se retrai em março
Após começar o ano com crescimento motivado pelas liquidações de janeiro e as festividades de fevereiro, o indicador de consumo registrou queda, em março. É o que afirma a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de Maceió realizada pelo Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento de Alagoas, em parceria com A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Mas apesar da redução de 1,38% em relação a fevereiro, o desempenho de março aumentou 1,98% quando comparado ao mesmo período do ano passado, fato que sinaliza uma sinaliza uma melhora econômica numa época de recessão. Ainda segundo a pesquisa, famílias com rendimento de até 10 Salários Mínimos (SM) mantiveram seus níveis de consumo estáveis, enquanto entre os consumidores com renda superior a 10 SM houve uma redução de 7,38%.
Os dados demonstram a dinâmica do consumo em relação aos bens duráveis e não duráveis, podendo ser utilizado pelos empresários do comércio na tomada de decisões em relação à sua antecipação quanto ao nível de estoques, novos investimentos e a necessidade de contratação de novos colaboradores.
Números
Passada a euforia de liquidações e festas nos dois primeiros meses do ano, o que representa um significativo aumento do consumo em certos segmentos do comércio varejista, o mês de março apresentou recuo no consumo em consequência da saturação das vendas.
De acordo com o assessor econômico da Fecomércio, Felippe Rocha, essa redução pode ser temporária. “É como se as famílias optassem por poupar durante o mês de março para retomar o consumo no período da Páscoa e no Dia das Mães”, avalia.
O especialista explica que a pequena recuperação da atividade industrial (0,1%) em fevereiro e a melhora na produção de eletrodomésticos no primeiro bimestre (linha branca – 4,3% e linha marrom – 28,3%) contribuíram para elevar em 2,6% os níveis de segurança do maceioense em relação a seus empregos e 1,5% em termos de melhora das perspectivas profissionais.
O poder de compra para a aquisição de produtos e serviços registrou uma melhora de 0,5%; consequência dos níveis mais estáveis e menores de elevação dos preços na economia brasileira, que chegou a registrar deflação em alguns produtos. Além disso, segundo os dados do índice de preços ao consumidor FIPE (IPC-FIPE), março apresentou uma elevação de 0,14%.
“Apesar da sensação de melhora no poder de compra, a austeridade fiscal e monetária adotada pelo Governo Federal torna o crédito mais escasso. Isso foi sentido pelos consumidores, que evitaram a compra a prazo no período; uma redução de 0,6%. Devemos lembrar que a partir de abril as novas regras do crédito rotativo do cartão passam a vigorar e o cidadão deverá ser mais prudente, evitando tornar-se inadimplente”, ressalta Rocha.
Com o crédito mais limitado, o nível de consumo atual para bens duráveis também é reduzido (-6%) devido às dificuldades de aquisição de eletrodomésticos, seja da linha branca (geladeiras, refrigeradores, ar condicionado) ou da linha marrom (TVs, DVD player, microsystem, etc.), uma vez que para serem adquiridos considerando-se o nível salarial médio da população, exigem o uso do crédito parcelado.
Relatório completo no site http://www.fecomercio-al.com.br/ifepd/
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