Prefeito de Feira Grande culpa ex-gestor por não nomear aprovados em concurso
A atual gestão do município de Feira Grande culpou o ex-prefeito, Veridiano Almir Lira Soares, pelo problema na nomeação dos 210 concursados do certame que ocorreu em novembro do ano passado. Em nota, o prefeito, Flávio Rangel Apostolo Lira, afirmou que baseado nas leis nº 9.504/97 (Lei das Eleições) e a Lei Complementar 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), as vagas disponibilizadas são ilegais.
O motivo seria porque o ex-prefeito aprovou uma Lei Municipal (nº 339/2016) dias após ser derrotado nas eleições, que cria os 210 cargos públicos, no entanto, Flávio Rangel considera que a lei "inviabiliza a atual gestão" e que a não convocação dos concursados ocorre devido à "ilegalidade" da legislação.
A prefeitura diz ainda que não se opõe a nomeação dos aprovados no concurso que ocorreu em 2014, visto que os aprovados deste certame já foram empossados e nomeados.
Nessa segunda-feira (10), os aprovados no concurso público de novembro de 2016 fizeram uma manifestação em frente ao Fórum e à prefeitura de Feira Grande, cobrando a nomeação e posse, segundo eles, suspensas pelo município.
No Fórum da cidade, os aprovados foram informados de que o juíz, José Miranda, que também cuida do caso, está em férias e, segundo a assessora dele, só retornará na primeira semana de maio.
Veja nota:
[...]
Para piorar a situação, a nova gestão do Município de Feira Grande, que completou 100 (cem) dias de exercício de mandato em 10/04/2017, encontrou o Município abandonado e repleto de irregularidades. A título de exemplo, a transição municipal não se mostrou efetiva, pois não foram entregues todos os documentos exigidos pela legislação; não foram encontrados os documentos comprobatórios dos gastos efetuados com o precatório milionário recebido pelo Município de Feira Grande a título de complementação do FUNDEF; Secretários recebiam gratificações de até 400% do subsídio, o que é constitucionalmente proibido, além de ser imoral; há uma dívida de mais de um milhão de reais referente à gestão anterior; pagamentos indevidos, servidores ganhando quase vinte mil reais, dentre outras tantas irregularidades.
Diante desse cenário desastroso, uma das ações dessa gestão foi rever a Lei Municipal nº 268/2010, exclusivamente no que tangencia os cargos em comissão, criando alguns cargos – com o intuito de atualizar a legislação do Município, que não previa, por exemplo, o cargo em comissão de diretor escolar ou de pregoeiro – e atualizando os vencimentos, de forma a adequar os referidos vencimentos à realidade que já é praticada em outros Municípios de porte semelhante ao de Feira Grande, como em Matriz de Camaragibe. Com isso, pretende-se extinguir de vez a gratificação de 400%, que não será mais concedida a nenhum servidor comissionado, tal como fora feito na gestão passada, posto que totalmente ilegal.
Dessa forma, fica claro que a atual gestão do Município de Feira Grande está compromissada com os princípios basilares da administração pública, sobretudo os princípios constitucionais da legalidade, da moralidade e da impessoalidade, o qual será sempre respeitado, acima de qualquer interesse particular.
Veja também
Últimas notícias
Faltam 20 dias para fechamento do cadastro eleitoral
Palmeira dos Índios se prepara para realizar tradicional Romaria de Frei Damião
Obra de Mirante do Jacintinho avança e chega a 75% de execução
Alagoas recebe mais de 40 mil doses da vacina contra covid-19
Inscrições do PSS da Educação, com mais de 5.700 vagas, terminam nesta sexta-feira (17)
Setor industrial de Pilar impulsiona crescimento econômico e fortalece desenvolvimento em Alagoas
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Creche em Arapiraca homenageia Helena Tereza dos Santos, matriarca do Grupo Coringa
Ciclista morre após ser atingida por carro e ser atropelada por caminhão em Arapiraca
