Arara Festival volta com música autoral e feira de artesanato no Baco Pub
Nada vem na maré para depois descansar. É com este intuito primeiro que o Arara Festival retorna neste sábado (20), com nova morada nas ondas desse mar arapiraquense: o Baco Pub.
O local fica onde funcionava o antigo QG, na Rua Governador Luiz Cavalcante, bairro Novo Horizonte, perto do Levino’s Hall.
Pronto. Situados, agora vamos às atrações dessa 2ª edição que vem sem amarras, começando às 21h com discotecagem de bandas apenas de Alagoas, evidenciando o que há de melhor sendo produzindo na terra além-marechais.
Como o mote do evento sempre foi a música autoral, essa tarefa ficará por conta das bandas Gato Negro e Manolation, ambas de Arapiraca-AL, uma com o miado já conhecido e a outra, agora se familiarizando com o grande público.

Para completar o time sem camisa, haverá a presença ilustre do grupo de artesanato À La Mão fazendo uma verdadeira feira expositiva dentro do bar.

“Na edição passada, em dezembro último, houve a exposição do artista plástico surrealista Cícero Brito dentro do Novo Escritório Botequim, um outro bar da cidade, com seus quadros denunciando a devastação ambiental. Bem, a nossa proposta é justamente essa: desconstruir locais comumente tidos para uma finalidade e levar – ainda mais – arte para dentro deles. Por exemplo, a última vez que o Cícero fez uma mostra assim, foi há mais de 15 anos e no Bar do Paulo”, diz músico, jardineiro e empresário Alan Lins, um dos organizadores do ARARA, enfatizando um dos estabelecimentos da contracultura arapiraquense, famoso nas décadas de 1970 e 1980.
Por trás do evento, estão também o designer Vitu Brito e o jornalista e poeta Breno Airan.
Bússola sonora
O som autoral das bandas sempre foi o indicativo, o norte do ARARA. Por isso, a Gato Negro está prestes mostrar o que vem após o “Cio”, álbum de estreia do trio. O grupo promete um show recheado de novas músicas e versões de autores alagoanos, como Djavan e Mopho.
Eles já têm cerca de 10 anos de estrada e muitas vidas para gastar pela frente. Esse salto no ARARA precede a ida da banda em territórios mais ao Sul e Sudeste, onde irão investir as fichas não marcadas com seu powerpop misturado com uma soul de personalidade alagoana.
Já a Manolation vem para apresentar as canções que estão sendo pré-produzidas para o seu debut, mesclando sotaque e letras existenciais com influências do Red Hot Chili Peppers, Audioslave e Rage Against The Machine.

O quarteto passou dois anos em um hiato e agora volta com tudo para mostrar o que estava guardado nas gavetas mnemônicas de cada um dos integrantes.
Perpassando por toda a extensão do evento, estão as cinco jovens artesãs do À La Mão. Elas irão colocar à mostra todo o seu talento e desenvoltura artesanal com bordado, crochê, pulseiras, colares, sandálias, chaveiros e doces dos mais variados tipos.
A proposta handmade surgiu depois de uma movimentação no fim do ano passado, onde algumas delas se uniram em prol de as vendas de Natal e Ano Novo turbinarem. Deu tão certo que foi montado o coletivo de artesanato. E é nesse rumo que elas vão agora, mirando a própria sombra no horizonte das Artes arapiraquenses.
Mas, afinal, para onde a bússola da liberdade aponta?
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