Judiciário avalia determinar interdições no sistema prisional de Alagoas
Os magistrados responsáveis pela Execução Penal em Alagoas e os integrantes do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), expuseram suas preocupações e entregaram relatórios que demonstram a situação precária dos presídios no estado, em reunião com o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Otávio Leão Praxedes, nessa quinta-feira (27).
O presidente explicou que a opinião dos magistrados é pela interdição em instalações inadequadas do sistema prisional e a definição de limite de presos nas unidades. No entanto, pediu aos magistrados um prazo para que seja realizado o diálogo com o Governo do Estado, a fim de buscar soluções com medidas de curto prazo.
“Os juízes de execução penal e do GMF têm o entendimento de que o sistema está funcionando precariamente e não está havendo investimentos”, afirmou o desembargador Otávio Praxedes.
Os graves problemas do Sistema foram apresentados pelo desembargador Celyrio Adamastor, supervisor do GMF, o juiz Josemir Pereira, coordenador do Grupo; o juiz José Braga Neto, titular da 16ª Vara de Execuções Penais da Capital, e os juízes Antônio Bittencourt e Alberto de Almeida, que auxiliam na Vara.
Precariedades
De acordo com os relatórios, a superlotação e falta de estrutura adequada dos presídios têm causado risco de fugas e entrada de drogas, celulares e outros objetos proibidos. Os magistrados também frisaram que a ausência de uma unidade para cumprimento de pena em regime semiaberto está causando prejuízos à sociedade.
O monitoramento realizado por meio das tornozeleiras eletrônicas é uma das formas encontradas para amenizar a falta de uma unidade de semiaberto, contudo o sistema vem apresentando deficiências em sua utilização. Os juízes José Braga Neto, Alberto de Almeida e Antônio Bittencourt ressaltam que os equipamentos são de baixa qualidade e costumam apresentar defeitos, gerando riscos para a população.
Conforme dito pelos juízes que trabalham na Execução Penal do Estado, todos os dias são fechadas delegacias, e recentemente a Casa de Custódia do Jacintinho. Isso deságua no sistema prisional, piorando ainda mais a situação.
Verbas não utilizadas
O desembargador Celyrio Adamator lamentou ainda que o Poder Executivo estadual não utilizou a totalidade da verba do Fundo Penitenciário, de mais de R$ 44 milhões, enviada pelo Ministério da Justiça do Governo Federal. Os recursos deveriam servir, entre outras coisas, para a criação de mais vagas no sistema, o que ainda não aconteceu.
Nova reunião
O presidente Otávio Praxedes decidiu convocar uma nova reunião, nos próximos 10 dias, com a participação do corregedor-geral da Justiça – desembargador Paulo Lima, que é o competente para decidir também sobre o assunto – e para a qual serão convidados o secretário de Segurança Pública do Estado e outras autoridades do Governo relacionadas à área. A expectativa é definir medidas com efeito em curto prazo para as dificuldades.
O desembargador afirmou que também pretende, posteriormente à reunião, dialogar pessoalmente com o governador Renan Filho sobre a situação.
Veja também
Últimas notícias
Vorcaro pediu para Sicário 'moer' empregada de atriz Monique Alfradique, diz PF
STF aguarda explicações de Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz
STF retoma nesta quarta (17) julgamento para definir regras sobre big techs
Governo retira urgência de projeto sobre 6x1; entenda próximos passos
Leonardo Dias volta a cobrar funcionamento do HC Pet dois meses após "inauguração"
Vereadores de Porto Calvo declaram apoio à pré-candidatura de Renan Filho
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
