Oscilação de temperatura pode aumentar criadouros do Aedes aegypti
Cuidados devem ser redobrados para evitar casos de zika, dengue e chikungunya
O fato de o mosquito Aedes aegypti se proliferar com mais intensidade durante as estações mais quentes do ano faz com que boa parte das pessoas só se lembre de eliminar os criadouros nesses períodos.
Entretanto, de acordo com o supervisor de endemias da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Paulo Protásio, quando as temperaturas sofrem variações, se alternando entre períodos de chuva e sol, é que o ciclo reprodutivo do mosquito fica propício e, dessa forma, as ações voltadas para o combate terão um impacto maior.
“Sabemos que há casos de dengue, zika e chikungunya o ano inteiro, o que significa que o mosquito está presente em todos os meses. Porém, o inverno é um período em que há menos mosquito em circulação. E, com as chuvas constantes, a maioria dos recipientes – potenciais berços das larvas - transbordam, fazendo com que a fêmea do Aedes aegypti tenha menos local para desova. O nosso problema maior é que, com a temperatura oscilando, a tendência é que o mosquito ecloda”, afirma Paulo Protásio.
Conforme o supervisor de Endemias da Sesau, o clima em Alagoas tem contribuído para que o mosquito leve de 7 a 8 dias para se desenvolver, passando de ovo a adulto. Para evitar que isso aconteça, ele diz que a forma mais eficiente de evitar surtos das doenças transmitidas por ele é eliminar o ciclo de vida do inseto.
Entre as ações propostas, além da vedação dos reservatórios de água, Paulo Protásio lembra sobre a necessidade de não deixar os pneus expostos. Também é importante limpar as calhas, remover os pratinhos dos vasos de plantas, bem como manter garrafas, lata e outros recipientes virados para baixo, de forma que não acumulem água.
“Uma inspeção semanal de dez minutos é suficiente para eliminar os criadouros domésticos, o que representa 90% dos focos que encontramos em nossas visitas. Cuidados especiais também devem ser tomados com locais de reprodução menos óbvios, como ralos em locais poucos usados, bandejas atrás de refrigeradores e outros espaços dos ambientes domésticos pouco utilizados, como os banheiros da área de lazer das residências e condomínios”, salienta, lembrando que essas ações durante o inverno serão ainda mais eficazes.
“Toda a sociedade, neste momento, deve triplicar sua atenção para reduzir as oportunidades de a fêmea do Aedes aegypti depositar seus ovos em água parada. Isso vai contribuir para reduzir a população do inseto e, por conseguinte, não teremos epidemias nem de dengue, zika ou chikungunya”, ressaltou.
Conforme o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), Alagoas registrou, de janeiro até junho deste ano, 987 casos de dengue, 75 de zika e 227 de chikungunya. No mesmo período de 2016, esse número era de 1.601 casos de dengue, 3.517 de zika e 9.587 de chikungunya.
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