Operação integrada contra o Aedes aegypti visa recolher 10 mil pneus velhos
Iniciativa irá contar com a participação de mais de 400 profissionais, em nove cidades da região metropolitana

Em parceria com outras instituições, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) irá promover uma megaoperação de combate ao Aedes aegypti neste sábado (4), recolhendo pneus que podem servir como criadouro do mosquito. A ação vai contar com cerca de 400 pessoas e irá ocorrer nos municípios de Maceió, Barra de Santo Antônio, Paripueira, Marechal Deodoro, Barra de São Miguel, Pilar, Satuba, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco.
Em Maceió, a iniciativa terá início às 7h, no 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz), localizado no bairro Farol, de onde diversas equipes partirão para percorrer diversos pontos da cidade. Ao final da ação, os pneus recolhidos serão destinados à empresa Reciclanip, que vai descartá-los adequadamente, para que não sirvam mais como local propício à proliferação do Aedes aegypti.
De acordo com o supervisor de endemias da Sesau, Paulo Protásio, esta operação tem como propósito evitar a aumento dos casos de dengue, zika e chikungunya em Alagoas. “Durante a ação, além da orientação técnica dos supervisores de endemias da Sesau, as gestões municipais irão recolher o lixo dos logradouros públicos e a Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros (CB) e o Exército irão recolher os pneus”, informou.
Medidas básicas
Protásio ressaltou que outras ações são essenciais para o controle do mosquito. “É necessário cobrar dos proprietários a manutenção e limpeza de terrenos baldios e imóveis fechados, além de monitorar pontos comerciais considerados críticos do ponto de vista sanitário, como borracharias. Assim conseguiremos avançar na prevenção e combate do Aedes aegypti”.
O supervisor de endemias da Sesau evidenciou que a meta é reduzir a população do Aedes aegypti, ampliando o universo de visitas domiciliares realizadas pelos agentes de endemias municipais, que são os profissionais de ponta nesse processo de combate ao mosquito. “Os agentes também promovem um trabalho de agregação e acolhimento com as famílias para que elas se comprometam com o saneamento ambiental domiciliar”, sentenciou.
Dados
Segundo dados da Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis da Sesau, no ano passado foram registrados 21.940 casos de dengue, 8.026 de zika e 18.132 de chikungunya. Quanto à microcefalia, de novembro de 2015 até fevereiro deste ano, já foram confirmados 90 casos da anomalia.
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