Furacão deixa oito mortos e 21 feridos em St Martin, no Caribe
Irma é o furacão de categoria 5 de mais longa duração até hoje
O devastador furacão Irma deixou pelo menos oito mortos e 21 feridos em sua passagem pela ilha caribenha franco-holandesa de St. Martin - anunciaram os serviços de socorro franceses, nesta quinta-feira (07).
A ministra francesa de Ultramar, Annick Girardin, está na ilha de Guadalupe, à qual St. Martin é subordinada em termos administrativos.
Os "reforços humanos e materiais" incluem um efetivo de cerca de 200 pessoas, entre socorristas, militares, bombeiros e médicos.
Também há cães, "porque, infelizmente, vamos ter trabalho em St. Barts [uma ilha francesa vizinha de St. Martin], onde os danos são muito grandes", declarou Girardin.
A ministra comemorou que parte da pista do aeroporto de San Martín tenha sido reaberta, o que permitirá a chegada de um avião militar de reconhecimento.
Nesta quinta-feira será aberta uma ponte aérea entre St. Martin e Guadalupe "para trazer o necessário e, ao mesmo tempo, transladar feridos", completou Girardin.
Em declarações a uma rádio, o ministro francês do Interior, Gérard Collomb, advertiu que "os números vão, evidentemente, mudar durante o dia" e que as informações são, por enquanto, "parciais", em função das dificuldades de comunicação entre St. Martin e St. Barts.
Do outro lado, o furacão Irma arrasou o aeroporto e o porto, deixando "inacessível" essa parte da ilha, declarou o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.
"A ilha não está acessível neste momento, devido aos enormes danos no aeroporto e no porto", disse Rutte aos jornalistas, acrescentando que ainda não há informações de mortos na parte holandesa.
Furacão de categoria 5
Na categoria cinco há mais de 33 horas, Irma é o furacão nesta intensidade máxima de mais longa duração já registrado no mundo até hoje pelos serviços meteorológicos - anunciou a agência Météo France nesta quinta-feira (7).
Irma bate o recorde do supertufão Haiyan, que gerou, em 2013, nas Filipinas, os mesmos ventos (295 km/h) por 24 horas.
"Com uma intensidade dessas e com essa longevidade, nunca se viu no mundo, desde o início da era dos satélites. Isso há 50 anos", disse à AFP a meteorologista Etienne Kapikian, da Météo France.
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