Hospital Regional contrata pessoas com necessidades especiais
Funcionárias são exemplo para colegas de trabalho
Andreia nasceu com uma deficiência visual séria, só descoberta aos 14 anos. Josefa Ferreira tinha apenas um ano de idade quando foi acometida de paralisia infantil. Ambas tiveram sequelas e poderiam se abater diante da realidade, mas superaram os diagnósticos e hoje são exemplo para a equipe de funcionários do Hospital Regional Nossa Senhora do Bom Conselho, onde trabalham.
Andreia Costa, 37 anos, enfermeira, casada, uma filha, há nove anos faz parte do quadro do Regional, onde exerce cargo de chefia. Com visão mononuclear, aquela em que a pessoa enxerga apenas com um dos olhos, ela nunca se sentiu inferior ou discriminada.
"Até a adolescência eu sequer sabia que não enxergava, então me acostumei com muita naturalidade", comentou.
Josefa Ferreira dos Santos, 47 anos, casada, três filhos, é copeira desde o ano passado. "Ela aqui é um exemplo. Faz tudo melhor", assegurou a nutricionista Rosa Amélia, chefe do setor que conta ainda com mais 25 funcionários.
Para a chefe do Departamento de Pessoal, Maria Sampaio Donato, a inclusão de pessoas com necessidades especiais é mais que uma obrigatoriedade para as empresas, prevista em lei, é uma filosofia do Hospital Regional.
Atualmente, dezesseis funcionários trabalham no local, atendendo ao sistema de cotas. "O trabalho que eles exercem aqui nos deixa muito orgulhosos e tranquilos porque é realizado com muita responsabilidade e dignidade", comentou Ulisses Pereira, diretor médico do Regional.
"A inclusão através do trabalho é uma das formas mais dignas de manter respeitados os direitos dos cidadãos com algum tipo de necessidade", comentou o provedor do Regional, Geraldo Magela.
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