8ª Bienal do Livro: artistas Arapiraquenses se destacam na literatura, cinema e música
De dois em dois anos, o estado alagoano vira berço de tudo o que é bom no universo cultural. Nesta sexta-feira (29), inicia-se mais uma Bienal Internacional do Livro de Alagoas.
Realizada no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso (Centro de Convenções) em Maceió, a 8ª edição se estenderá até o próximo dia 8 de outubro com palestras, minicursos, sessões de autógrafos, apresentações culturais, circuito gastronômico e, claro, muita literatura, abrangindo praticamente todos os segmentos das letras.
Entre as atrações dentro da vasta programação gratuita montada pela Editora da Univesidade Federal de Alagoas (Edufal), estão alguns arapiraquenses que vão lançar seus trabalhos durante o evento.
Avalanche
Um dos destaques vai para o cineasta Leandro Alves, que estreará o seu curta-metragem de ficção “Avalanche” na Mostra Audiovisual Prêmio Guilherme Rogato, a ser realizada no auditório B, a partir das 15h desde sábado (30).
O enredo fala do conflito entre o arcaico e o novo, tradição e modernindade. Isso em um ambiente do interior alagoano, com o avanço da violência urbana.
É que uma família tem sua casa invadida por assaltantes na noite da festa religiosa em homenagem à padroeira da cidade. O incidente desestabiliza a todos, trazendo à tona instintos ancestrais em cada um deles.
As cenas foram gravadas no povoado Sítio Fernandes, zona rural de Arapiraca, contando com mais de 50 pessoas na equipe do diretor Leandro Alves, que já tem na bagagem o curta “Flamor” e os documentários “Salão dos Artistas” (ao lado de José Faustino Neto), “Estrelando José Sawlo” e “Hoje Tem Espetáculo”.

Pausas Corrompidas
Quem vai também estrear é o músico e agitador cultural radicado em Arapiraca, Igor Machado, mas no campo das letras.
Ele lançará seu primeiro livro de poesia, o “Pausas Corrompidas”, no domingo (1º) às 19h no estande da Imprensa Oficial Graciliano Ramos, editora que o publicou após concorrido edital no ano passado.
“É uma obra cheia de vazios corrompidos por pitadas de preenchimentos diversos”, brinca o poeta, que tem uma sanha nordestina misturada na leveza de ser o que se é.
Igor leva consigo toda sua experiência com a música pop, a embolada, o verso matuto feito na hora e o coco de roda de chão batido. Um livro para se ler de uma vez. Sem pausa. E de novo.
Subversão
A arapiraquense Naty Barros é outra que figura o cast cultural da 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.
A cantora e violonista se apresenta no próximo dia 7, às 19h, na Sala Umbu, com o seu show musical “Subversão”.
Ela, que é estudante de Psicologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), vai destilar poesia visceral e protesto em suas melodias no palco, pontuando temas sociais necessários em dias de obscurantismo no fazer artístico em alguns lugares do país.

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