HE do Agreste registra 2.179 atendimentos por ataques de animais peçonhentos
Nos dois primeiros meses deste ano já foram registrados 338 atendimentos no hospital
Casos de ataques de animais peçonhentos como, cobras, aranhas e escorpiões, já registam 2.179 atendimentos em pouco mais de um ano no Hospital de Emergência Doutor Daniel Houly, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas.
Somente dos primeiros dois meses deste ano, o hospital atendeu 338 vítimas de ataques de cobras e escorpiões.
O índice é considerado alto e a cidade de Arapiraca lidera os casos, com o registro de 1.176 vítimas no ano passado e 197 pessoas atendidas nos dois primeiros meses deste ano, totalizando 1.373 casos.
A picada de escorpião, na maioria das vezes, causa poucos sintomas, podendo apresentar dor imediata; eritema; edema leve, e sudorese.
Já crianças abaixo de sete anos apresentam mais risco de alterações sistêmicas nas picadas pelo escorpião amarelo, que podem levar a casos graves e requerem soroterapia específica em tempo adequado.
De acordo com a coordenadora do Serviço de Epidemiologia Hospitalar do HE do Agreste, assistente social Ana Lúcia Lima, as mulheres com idade entre 20 e 29 anos representam 59% das pessoas atendidas.
Além de Arapiraca, as cidades de Limoeiro de Anadia, Feira Grande e Craíbas lideram o número de ocorrências.
“Os escorpiões são os predadores naturais das baratas, que são atraídas pelo acúmulo de sujeira nas residências”, explica Ana Lúcia Lima.
Ainda de acordo com o levantamento feito no HE do Agreste, no período de 2008 a 2018, o hospital já contabiliza 16.086 casos de ataques de animais peçonhentos, sendo 12.461 na cidade de Arapiraca, que lidera com mais de 77% as ocorrências.
Ela adianta que os ataques de escorpiões acontecem na área urbana (74%). “A maior parte dos ataques acontece no ambiente doméstico, na cozinha, no banheiro e no quintal das residências”, relata.
Ana Lúcia Lima informa que o acúmulo de entulhos e as deficiências no saneamento básico nas cidades contribuem para o aparecimento de animais peçonhentos nas residências.
“É fundamental manter as casas e quintais limpos, a fim de evitar o aparecimento de animais peçonhentos e seus ataques a moradores”, alerta.
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