FPI do São Francisco usa imagens de satélite em atuação contra desmatamento
Para dar mais efetividade no combate ao desmatamento da Mata Atlântica e da Caatinga, a Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (FPI do São Francisco) estreou em sua oitava etapa a tecnologia de levantamento por georreferenciamento. Com o recurso, será mais difícil para o infrator ambiental negar a supressão vegetal de mata nativa.
Basicamente, a tecnologia funciona como um comparativo temporal de imagens registradas por satélite. Registra-se a foto de uma determinada área num ano para depois conferir como aquele mesmo local se encontra depois. Os intervalos podem ser de décadas, mas o que conta, de fato, é o de cinco anos, tempo de prescrição das infrações administrativas.
“Se alguém desmatou uma área e plantou feijão no lugar, por exemplo, as imagens de satélite conseguirão comprovar o desmatamento, aumentando a chance de punição aos infratores ambientais”, explicou a coordenação da Equipe Flora.
Na FPI do São Francisco, o foco se dá em seis localidades conhecidos como polígonos do desmatamento. Eles estão concentrados numa única microbacia do Rio, que abrange os sete municípios alvos da operação. Foi o levantamento de georreferenciamento que permitiu identificar, na segunda-feira passada, a supressão de cerca de 17 hectares de Mata Atlântica, em Penedo, que foram transformados em plantação e pasto.
Como funciona
O uso da tecnologia se divide em três momentos: o da base, fiscalização e autuação do infrator. No primeiro, os agentes públicos da Equipe Flora acessam ao sistema de georreferenciamento do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para elaborar um relatório com as coordenadas geográficas do centróide (ponto geográfico dentro do polígono desmatado), descrição da infração, enquadramento legal e valor da multa.
A partir das coordenadas, a equipe de fiscalização se desloca diretamente ao alvo, conferindo o desmatamento e mostrando ao infrator a prova da supressão vegetal. Esse momento foi o que se tornou mais célere. A terceira fase é a aplicação do auto de infração, que permite recurso administrativo antes de cobrar o valor da multa.
“Nós deixamos de trabalhar com o varejo e partimos para o atacado. Com o levantamento por georreferenciamento e a identificação dos polígonos de desmatamento, os de maior tamanho, concentrados numa única microbacia, tornamos mais efetivo o trabalho de fiscalização, mesmo que tenhamos de lidar com dificuldades de acesso à área desmatada, temperatura e localização do infrator. A experiência de Alagoas pode servir para outras FPIs, como a da Bahia”, disse a coordenação da Equipe Flora.
No estado, o Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) fazem uso da tecnologia, tal como qualquer órgão de defesa do meio ambiente, desde que cadastrados no sistema vinculado ao MMA. Ele é usado há anos na atuação do IBAMA na Região da Amazônia e do Pantanal.
Ao lado do IBAMA e do IMA, o Batalhão de Policiamento Ambiental de Alagoas compõe a Equipe Flora.
Veja também
Últimas notícias
Exportação de barbatana do tubarão-azul é proibida no Brasil
Governo zera tarifa de importação de 191 bens de capital e informática
STF derruba decisão de Mendonça que prorrogou da CPMI do INSS
Escolas tem até sexta-feira (27) para confirmar participação nos Jogos Estudantis de Alagoas
Paulo Dantas entrega sementes e pavimentação urbana em Dois Riachos
Cibele Moura critica retirada de food trucks da Pajuçara e cobra alternativa viável para trabalhadores
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
