Gestão Teófilo tem dez dias para esclarecer denúncia envolvendo construtora
O ofício foi enviado pelo Ministério Público nesta segunda (23)
O promotor de Justiça Napoleão Amaral revelou, em entrevista ao programa Pajuçara na Hora, da rádio Pajuçara FM Arapiraca, que foi enviado um ofício à prefeitura de Arapiraca nesta segunda (23), solicitando informações sobre as denúncias de calote e pagamento irregular a uma empresa de audiotoria. A gestão tem até o dia 04 de maio para prestar os esclarecimentos pedidos pelo Ministério Público de Alagoas.
O prefeito de Arapiraca, Rogério Teófilo (PSDB), está na mira da Justiça alagoana, após vir à tona um dossiê de centenas de páginas que comprovariam que o gestor fez o pagamento de 10%, do montante de R$ 600 mil, a uma empresa de consultoria, com verba oriunda de uma construtora pertencente ao secretário de Planejamento, Antônio Lenine Pereira Filho.
O auditor, Luiz Augusto Lôbo, alega ter sido convidado pelo então secretário especial, Adriano Soares, em abril do ano passado, para realizar uma auditoria nas contas públicas das gestões dos ex-prefeitos Luciano Barbosa e Célia Rocha.
A representação feita ao Ministério Público tinha a intenção de denunciar o calote de quase 90% do valor acertado. A Prefeitura teria pago apenas R$ 60 mil, dos R$ 600 mil acertados, mas o que chamou a atenção da Promotoria da cidade foi a forma como a empresa de consultoria foi contratada e a origem do dinheiro do percentual pago.
O procurador-geral de Arapiraca, Rafael Gomes Alexandre, oficializou hoje (24) pedido de reunião junto ao promotor Napoleão Amaral Franco, do Ministério Público de Alagoas, reafirmando contato verbal, neste sentido, feito na última sexta-feira (20) com o setor responsável do MP.
“O encontro também visa esclarecer questionamentos feitos pelo MP acerca da suposta denúncia de um consultor, que afirma ter material atestando uma dívida da gestão municipal para com ele. Como não houve em nenhum momento dano ao erário público, vamos prestar todos os esclarecimentos devidos, para que não haja dúvidas acerca da legalidade e transparência de todos os atos praticados pela atual gestão”, diz o procurador.
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