População se assusta com proliferação de piolhos-de-cobra em Arapiraca
As paredes ficam tomadas pelos embuás que já estão invadindo as casas
Moradores de inúmeros bairros de Arapiraca estão assustados com a infestação de um bicho conhecido por embuá ou piolho-de-cobra. Esses animais, que geralmente são encontrados em cima de folhas, troncos ou pedras, estão sendo vistos com frequências em terrenos, ruas, calçadas, paredes e até mesmo dentro de residências.
O biólogo Rubens Pessoa, da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) disse que não existe nada relacionado a prejuízos à saúde causados pelo embuá. No entanto alerta para que a população não use veneno para eliminar esses pequenos animais.
Segundo o professor Rubens, a mudança climática colaborou para a aparição dos piolhos-de-cobra que está em reprodução. Com a falta do animal predador, a espécie aparece em grande volume o que causa o desequilíbrio do sistema.
“A princípio o clima mudou e a população está em reprodução. Também faltam os predadores naturais que ocorre num sistema equilibrado. No sistema urbano todos esses elementos contribuem para esse desequilíbrio”, explica.
Não usar veneno
O biólogo destaca ainda que esses pequenos animais são decompositores e ajudam num ambiente limpo e com material orgânico para o solo. De acordo com o professor universitário, os embuás não provocam riscos à saúde.
“Eles não são nocivos, não chegam a tanto. Para as galinhas são um prato feito. Na eliminação não é bom usar veneno. O melhor é deixa o ciclo de reprodução completar e eles desaparecerão”, concluiu.
Ele considera que uma das possíveis explicações para invasão do piolho-de-cobra é que eles buscam lugares quentes e úmidos para se abrigarem, sobretudo nesta época do ano.
Manter ambientes limpos
A secretaria municipal de Saúde informou que o aumento no número populacional de embuás nesta época do ano é comum, devido o maior volume de chuvas. Diferente das centopeias (lacraias), as embuás (ou piolhos-de-cobra, como também são conhecidas) não são venenosas e tem um papel importante, pois são responsáveis por auxiliar na decomposição de madeira e folhas velhas, dos quais se alimenta.
De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses de Arapiraca (CCZ), esses animais não causam nenhum risco para a Saúde Pública. Mas caso haja incômodo por parte da população, a dica é manter tanto os ambientes externos e internos das residências limpos, reduzindo a quantidade de água usada para regar plantas, mantendo jardins com o mínimo de material orgânico possível e substituindo esterco por outros tipos de fertilizantes. Essas ações acabam com os possíveis abrigos desses animais e os mantêm afastados das casas.
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