Bruna Linzmeyer defende seus pelos e diz que ser lésbica é ato político
A atriz Bruna Linzmeyer desabafou sobre o preconceito que sofreu após assumir-se lésbica e disse que ser homossexual é um ato político.
Ela afirmou ainda que sua beleza tradicional é outro entrave para conquistar papéis mais densos em entrevista à revista digital aCriatura, que estampa uma foto de Linzmeyer com os pelos da axila à mostra.
"Ter pelos e não querer ser mãe não é para provocar. É realmente quem sou. Me surpreende, incomoda, que isso seja uma questão para os outros, uma provocação. A mulher não precisa ser mãe para ser mulher. E uma mulher adulta tem pelos", afirmou a atriz, que acredita lutar por novas bandeiras nos dias de hoje.
A atriz perdeu contratos e sofreu críticas ao assumir seu namoro com Priscila Visman.
"Esse feminismo que as pessoas estão lendo como novo é o feminismo que está cabendo às mulheres da nossa época. Enquanto uma mulher branca precisava lutar para trabalhar, e uma mulher preta precisava lutar para existir, hoje em dia eu preciso lutar para ser lésbica, para ter trabalho em publicidade, na televisão e para ter pelo. Isso é o que cabe a mim, mulher da minha estrutura física, do meu biótipo."
"Sou marcada como uma mulher bonita, dentro dos padrões de beleza. Incomoda ainda mais quando uma mulher dentro dos padrões é lésbica e com pelos. Tem uma enorme invisibilidade da mulher aí nesse lugar", avalia a atriz.
Nascida em Corupá, interior de Santa Catarina, Bruna diz que lamenta ter crescido com poucas referências e, por isso, demorou a descobrir-se. "Se eu tivesse tido referências e representatividade lésbica na minha adolescência, teria sido lésbica muito antes. Perdi milhões de coisas porque isso não era uma possibilidade. A heterossexualidade é compulsória, obrigatória."
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