Outubro Rosa vira golpe no WhatsApp e gera renda para o crime
O Outubro Rosa é o mês que traz uma campanha com o objetivo de alertar as mulheres e sociedade sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero — a campanha segue o Setembro Amarelo, que tocava na prevenção ao suicídio. Infelizmente, cibercriminosos estão utilizando o WhatsApp para rodar um golpe e tirar algum dinheiro disso.
Vale notar que o WhatsApp, que já é o principal canal de fake news entre as redes sociais, agora também é um dos locais em que golpes mais acontecem. O motivo? Usuários do aplicativo não costumam checar informações e compartilham textos sem pesquisar o remetente ou o conteúdo.
Segundo a Kaspersky Lab, desta vez, os cibercriminosos usam o Outubro Rosa para enganar vítimas no WhatsApp. A mensagem em questão diz que as maiores lojas do Brasil estão reunidas em prol da campanha e distribuem camisetas que apoiam a causa.
“Como em outros casos, o golpe faz uso de engenharia social, uma vez que a pessoa precisa compartilhar a promoção com seus contatos para conseguir as camisetas que estão sendo distribuídas”, explica a Kaspersky. “No primeiro momento, a vítima entra em um site falso e é convidada a responder um questionário feito em três etapas: “Você já participou da campanha Outubro Rosa?”, “Você é a favor da campanha na luta contra o câncer?”, “Qual o tamanho da sua camiseta?’”.
Após responder as questões, a vítima é levada para um site que exige a instalação de uma rede privada virtual (VPN). Dessa maneira, o cibercriminoso consegue monetizar o golpe.
Para se proteger, é sempre recomendado desconfiar de mensagens e anúncios no Facebook: essa é a mais nova modalidade dos golpistas, que têm usado especialmente as redes sociais para disseminar o golpe. Duvide também de supostas ofertas recebidas por app de mensagem, como o WhatsApp. Para confirmar se a oferta exibida na rede social é real, abra o navegador, navegue até o site do varejista e busque o produto anunciado.
Também não clique em links: principalmente os recebidos de desconhecidos, nem em links suspeitos enviados por seus amigos via redes sociais ou e-mail. Eles podem ser maliciosos, criados para baixar malware em seu dispositivo ou para direcioná-lo a páginas de phishing que coletam dados do usuário
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