Polícia indicia padrasto e mãe pela morte de menino de 2 anos
O delegado de Homicídios de Rio Largo, Lucimério Campos, concluiu e está enviando à Justiça o inquérito policial que apurou a morte do menino Davi Miguel da Silva Oliveira, de apenas 2 anos e 11 meses, ocorrida no dia 5 deste mês, naquela cidade.
O padrasto Emerson David Lins da Silva, de 29 anos, conhecido como “Cabelo”, e a mãe do menino, Renata Evelin da Silva, 20, foram indiciados. O primeiro como autor material do crime e a mãe, por omissão. Ele foi indiciado por homicídio qualificado.
Renata conta que, no dia da morte do filho, saiu de casa para comprar leite perto de casa. Davi teria ficado sozinho com o padrasto. Na volta, viu a criança diante de Emerson, e logo depois o filho desmaiou.
Foi o próprio padrasto quem socorreu o menino até o Hospital Ib Gatto Falcão, naquela cidade, onde faleceu.
A versão do padrasto era de que a criança havia caído de uma escada. Mas, o laudo médico apontou que Davi apresentava lesões – inclusive em órgãos internos – incompatíveis com uma simples queda.
A partir do laudo, Emerson foi chamado para um segundo depoimento, quando admitiu ter dado umas chineladas na criança, e acabou preso.
A polícia apurou também que o menino, dias antes da morte, apresentava marcas em um dos olhos, e o padrasto alegava que ele havia caído da cama.
A mãe já admite que o companheiro pode ter sido o autor do crime, apesar de dizer que nunca desconfiou de possíveis agressões.
Com o indiciamento do padrasto e da mulher, o caso será agora decidido pela Justiça.
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