Filme arapiraquense abre debate sobre desarmamento
Curta-metragem foi selecionado para festival, na Índia
Diante do recente decreto presidencial que flexibiliza a posse de armas de fogo (quem tem mais de 25 anos pode agora adquirir até quatro revólveres, por exemplo), um caloroso debate tomou boa parte das estruturas sociais pelo país já no início deste 2019.
Pensando nisso, os produtores do premiado curta-metragem arapiraquense “Avalanche” resolveram disponibilizar o filme por 72 horas na plataforma Vimeo, a fim de todos as sistirem e refletirem sobre a possibilidade de se ter uma arma dentro de casa.
Em nota, os cineastas liberaram o filme para o público “como uma forma de provocar uma discussão sobre os riscos que a medida pode trazer para todos nós”.
O “Avalanche”, inclusive, acabou de ser selecionado para a 6ª edição do Noida International Film Festival, na Índia, com estreia internacional prevista para o próximo dia 25 de janeiro.
“Este é um curta-metragem que discute a cultura da violência. Uma violência arraigada em nossos costumes como uma tradição que nos acompanha há muitos séculos. E continua a ser aceita e alimentada por uma parcela da sociedade nos dias atuais. A produção do ‘Avalanche’ foi realizada em 2016, com inspiração em muitos episódios reais ocorridos em cidades do interior nordestino. Desde então temos nos deparado com tantas notícias de outras tragédias semelhantes. Uma história que continua a se repetir”, diz Leandro Alves, diretor da película.
Algo assim deve ser repercutido, posto em pauta e rediscutido de novo e de novo. Pois a vida vale o tempo que se investe.
Fruto disso, o “Avalanche” – que tem execução direta do Núcleo do Audiovisual de Arapiraca (Navi) – já fez participações importantes em eventos do segmento pelo Brasil, como no ano passado no 29º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo e até recebendo menção honrosa na Mostra Nacional Competitiva do 2º Festival de Cinema de Paranoá e destaque de Direção de Arte e Desenho de Som na 2ª Mostra Sesc Alagoas. Ainda em 2018, conquistou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival do Cinema Brasileiro de Penedo. Já em 2017, ele levou o prêmio de Melhor Contribuição Técnica na 8ª Mostra Sururu de Cinema Alagoano. Uma bola de neve. Uma avalanche “levando” tudo.
Sinopse
O filme em si fala de um panorama que vem conquistando e invadindo os interiores pelo país: a chegada incontestável e sorrateira da violência. O enredo fala do conflito entre o arcaico e o novo, tradição e modernidade.
É que uma família tem sua casa invadida por assaltantes na noite da festa religiosa em homenagem à padroeira da cidade em questão. O incidente desestabiliza a todos, trazendo à tona instintos ancestrais em cada um deles.
As cenas foram gravadas no povoado Sítio Fernandes, zona rural de Arapiraca, e também no Centro da cidade, contando com mais de 50 pessoas na equipe de Leandro Alves, que já tem na bagagem o curta “Flamor” e os documentários “Salão dos Artistas” (ao lado de José Faustino Neto), “Estrelando José Sawlo” e “Hoje Tem Espetáculo”.
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