Presidente da Adeal vai tentar trégua entre marchantes e frigoríficos
Além de combater o abate clandestino, Carlos Mendonça pretende por fim ao desentendimento
O presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adeal), Carlos Mendonça Neto afirmou que pretende intervir no desentendimento entre marchantes e frigoríficos e tentar uma trégua entre as categorias. Para o Portal 7Segundos, ele falou que, mesmo extrapolando as suas atribuições, pretende atuar diretamente na situação entre os comerciantes de carnes de Arapiraca e a Frigovale.
"Arapiraca é o local de onde mais recebo reclamações do frigorífico e de marchantes. Na verdade, acompanho a situação desde antes de assumir a presidência da Adeal. Então, quero estar muito presente para fazer esse meio de campo porque se os marchantes não andarem junto com o frigorífico, ou vice-versa, o trabalho da gente vai ser prejudicado. Precisamos atuar em conjunto para resolver esse problema", afirmou.
Carlos Mendonça Neto, que é advogado por formação, explicou ainda que pretende fechar o cerco contra o abate clandestino em Alagoas. Desde que assumiu o comando na Adeal, em janeiro deste ano, já foram realizadas algumas operações nesse sentido e agora está montando um "centro de inteligência", com o objetivo de identificar e combater os principais pontos de abate clandestino em Alagoas.
Em relação o fechamento das barreiras sanitárias para Sergipe, o presidente da Adeal afirma que os comerciantes das feiras de gado de Batalha, uma das maiores do Sertão, e de Campo Grande, vão compreender que a medida é necessária. "É uma determinação do Ministério da Agricultura que está sendo adotada porque Alagoas vai evoluir para zona livre de febre aftosa sem vacinação. Caso essa determinação não seja cumprida, voltaremos a ser zona de risco desconhecido, e isso ninguém quer", declarou.
O advogado explica que Alagoas e Sergipe estão em blocos diferentes na política de combate à febre aftosa e que o Estado vizinho deve demorar cerca de um ano, ou um pouco menos, para alcançar o status de zona livre sem vacinação e, quando isso acontecer, o trânsito de animais entre os dois Estados volta a ser liberado.
"Vem muitos animais de Sergipe para as feiras de gado. Mas como é uma situação temporária e para o bem de todo mundo, acredito que não teremos problemas com isso", disse.
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