Defensoria Pública garante absolvição de adolescente acusado de homicídio
Adolescente ficou mais de 40 dias apreendido
A Defensoria Pública do Estado conseguiu a absolvição de um adolescente acusado, injustamente, de um homicídio ocorrido em 2018, no município de Arapiraca. Ele ficou mais de 40 dias apreendido. No decorrer do processo, o defensor público Marcos Antônio Silva Freire demonstrou que não havia provas que ligassem o assistido J.R. da C. S. ao crime, o que era comprovado, inclusive, pelas testemunhas do caso, que apontavam outras duas pessoas como autoras. O adolescente foi absolvido da acusação na semana passada.
Segundo a denúncia, o jovem J.R. da C. S. e outro adolescente teriam ajudado um traficante da região a matar um adolescente a facadas. O crime teria sido motivado por uma dívida por drogas. Em seu depoimento, o assistido negou envolvimento no crime, afirmando que era amigo da vítima. Ainda segundo o adolescente, no dia do crime, ele estava em casa quando recebeu a notícia que a vítima havia sido esfaqueada e foi até o local para ver o que tinha acontecido. Ele acredita que foi apontado como coautor do homicídio porque foi visto por diversos moradores no local.
O relato do adolescente foi corroborado pela mãe da vítima, que relatou, em depoimentos, que o filho apontou claramente o traficante como o autor do crime. Em análise das provas apresentadas pela defesa, o juiz de Direito da 1ª Vara/Infância, Criminal e Execuções de Penais de Arapiraca, Carlos Aley Santos de Melo, absolveu o jovem. “Ainda que seu nome tenha sido ventilado na fase policial através de informações de populares, na instrução nenhuma das testemunhas afirmou que o aludido representado tivesse qualquer envolvimento com o homicídio. Assim sendo, não havendo prova de ter o adolescente concorrido para o ato infracional, nenhuma medida socioeducativa é cabível com relação a J R da C S”, informou o magistrado na decisão.
Igreja Nova
Já no município de Igreja Nova, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca acolheu a tese de legítima defesa, apresentada pela defensora pública Daniela Protásio dos Santos Andrade, em júri ocorrido na semana passada, e absolveu, após mais de um ano e seis meses preso, o assistido A.S., que era acusado de homicídio qualificado.
Segundo a denúncia, o réu teria atirado contra a vítima sem motivos ou chance de defesa. No entanto, no julgamento, a defensora pública demonstrou que o crime aconteceu durante uma briga motivada por situações anteriores, e o acusado atirou em legítima defesa.
Os jurados acataram a tese defendida de legítima defesa e absolveram o acusado. O cidadão, que permaneceu preso durante o processo, recebeu liberdade.
Veja também
Últimas notícias
Passarela sobre a AL-110 entra em fase de licenciamento ambiental
PM terá mais de mil policiais no policiamento das Eleições 2026 em Alagoas
Hemoal faz coleta externa de sangue em faculdade no bairro do Farol, nesta terça (29)
Ex-presidente José Sarney segue internado em hospital de São Paulo
Festival Internacional reúne mais de 150 grupos e artistas em Jaraguá
Criança de dois anos morre após se engasgar durante a madrugada em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
