Moradores denunciam superlotação e descaso público em cemitério
Famílias afirmam que corpos são colocados em covas já ocupadas
Os moradores de Olho D'Água das Flores, no sertão alagoano, denunciam o descaso que o cemitério Santa Rita de Cássia sofre. De acordo com as denúncias, não existe fiscalização e falta espaço no campo-santo, levando corpos a serem sepultados em covas já ocupadas ou em cidades vizinhas.
No local, são enterradas pessoas de Olho D'Água das Flores e de povoados próximos ao município, gerando a superlotação. “O gestor sabe que a população cresceu, mas o cemitério continua com a mesma estrutura”, denuncia o aposentado José Manoel Pereira.
Os moradores ainda informam que os túmulos são identificados com os nomes dos mortos nas cruzes, mas que corpos perdem a identificação quando ocorre um novo sepultamento. "Eles não se importam em desenterrar um corpo. Só querem saber de enterrar. Chegam aqui, abrem a cova e enterram", denuncia a moradora Maria de Jesus.
A estudante Camila Fonseca reclama que não consegue achar a cova de parentes. "Queria muito visitar a cova, saber onde é, mas como aqui você enterra uma pessoa em cima da outra, a gente não consegue achar", lamenta. Para os moradores, a solução é a ampliação do cemitério, para que os corpos sejam enterrados com dignidade.
O secretário de Infraestrutura de Olho D'Água das Flores, Fábio Marcelo Monteiro Júnior, conta que o problema da falta de espaço no cemitério da cidade é antigo, a mais de quatro anos. “A prefeitura já está com um processo de desapropriação de um terreno e uma casa vizinhos ao cemitério. Estamos negociando com os proprietários para chegar a um acordo. Eu acredito que no prazo de 60 dias será resolvido”, finalizou o Secretário.
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