Polícia confirma que foto de jovens que circula nas redes sociais não é dos assaltantes que deceparam dedos de vítima
Imagem de uma dupla que tem traços parecidos com os dos suspeitos do crime viralizou em um aplicativo de mensagens
Uma foto em que aparecem dois jovens com algumas características físicas semelhantes ao retrato falado dos assaltantes que arrancaram dois dedos de uma mulher em Arapiraca, viralizou nas redes sociais na manhã desta sexta-feira (09). A imagem, no entanto, não é dos acusados do crime. O delegado regional de Arapiraca, Everton Gonçalves confirmou que a informação é falsa.
“Pessoal, todas as informações sobre autores são incorretas. Nenhum dos criminosos foram reconhecidos ainda”, afirmou o delegado para a imprensa.
Durante entrevista coletiva na tarde de quinta-feira, o delegado Thales Araújo, que integra a comissão de delegados designada para investigar o caso, afirmou que informações falsas sobre a identidade dos criminosos estaria circulando nas redes sociais.
Conforme as informações divulgadas, um dos assaltantes é é branco, tem olhos verdes, deve medir entre um 1,84m e 1,87m, e tem entre 23 e 34 anos. Segundo a descrição da vítima, ele tem uma tatuagem no lado direito do pescoço – de contorno escuro e pintada com um fundo azul.
Marizete Maria de Oliveira, 41, foi torturada e teve o polegar e o dedo indicador da mão direita decepados durante um assalto na noite de 27 de julho, na oficina mecânica da qual ela é proprietária. Ela aguardava a chegada do marido com a porta do estabelecimento semi-cerrada quando dois homens invadiram o local e exigiram que ela entregasse a chave do carro.
A vítima alegou que estava com o esposo, mas os assaltantes não acreditaram. Os bandidos apontaram uma arma para ela e usaram uma faca e um martelo para arrancar os dois dedos. Além disso, fizeram ameaças e pretendiam estuprá-la. Eles só desistiram porque caiu dinheiro da roupa dela. Os bandidos pegaram o dinheiro e fugiram.
O crime teve grande repercussão e a direção da Polícia Civil designou uma comissão para investigar o caso. A Comissão de Direitos Humanos e a Comissão da Mulher da OAB/Arapiraca estão acompanhando as investigações e ofertaram serviços de saúde para a vítima.
Na Assembleia Legislativa, os deputados se uniram e juntaram uma quantia de R$ 12 mil, que será oferecida a quem ajudar a polícia a capturar os criminosos. Na coletiva de quinta-feira, o delegado Thales Araújo afirmou que a Polícia Civil não tem qualquer relação com a recompensa e que muitas pessoas estavam ligando para o disque-denúncia não para ajudar nas investigações, para para perguntar sobre a recompensa.
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