Após Lula, conselho de direitos humanos ouvirá Moro, Glenn e Deltan sobre mensagens
Membros do conselho afirmam que, durante o depoimento, Lula comentou sobre a condução coercitiva e defendeu que teve os direitos políticos cerceados
Representantes do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CDNH) colheram o depoimento do ex-presidente Lula por cerca de duas horas nesta terça-feira (17). O processo faz parte da apuração da denúncia sobre uma suposta violação de direitos do petista, que encontra-se preso em Curitiba.
A acusação é de que o ex-presidente não foi submetido a um julgamento justo e não teve o direito a defesa respeitado e ganhou força principalmente depois que mensagens vazadas e atribuídas a procuradores e juízes federais da Operação Lava Jato foram divulgadas pelo site The Intercept Brasil.
Membros do conselho afirmam que, durante o depoimento, Lula comentou sobre a condução coercitiva e defendeu que teve os direitos políticos cerceados.
O presidente do Conselho, Leonardo Pinho, afirmou que, caso o relatório seja aprovado no plenário do órgão, será possível fazer recomendações sobre a anulação da condenação. “O CNDH pode emitir recomendações, por exemplo, pode, inclusive, recomendar a anulação desse processo, se chegar à conclusão que não teve direito a defesa, que não teve julgamento justo, nós vamos pode, por exemplo, pedir a anulação desse processo e recomendar aos órgãos brasileiros a anulação. E também podemos levar aos organismos internacionais: ao conselho de Direitos Humanos da OEA, da ONU, enfim, ao sistema internacional de direitos humanos.”
O advogado de Lula, Cristiano Zanin, entende que a conclusão da investigação irá indicar que o ex-presidente é uma vítima. “A conclusão, diante daquilo que tudo o que nós já levamos ao processo aqui no Brasil, diante do que nós já apresentamos ao conselho de Diretos Humanos da ONU… Ao nosso ver, a conclusão irá reformar que o ex-presidente Lula é vítima de violação às suas garantias fundamentais, aos seus direitos humanos”, declarou.
A denúncia que permitiu a investigação foi aprovada em julho pelo plenário do Conselho Nacional de Direitos Humanos, que é vinculado ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e está sob a tutela da ministra Damares Alves.
A investigação deve ouvir ainda o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, o ministro da Justiça, Sergio Moro, e coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol.
Veja também
Últimas notícias
Prefeitura intensifica serviços de manutenção na orla marítima de Maceió
A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país
Sistema Coletivo do Agreste terá manutenção nos dias 21 e 22 de outubro
Mais dois suspeitos de assalto na Ponta da Terra são presos enquanto planejavam novos roubos
Trânsito na parte baixa de Maceió terá alterações neste domingo (18)
Toyota reduz preço do Corolla Cross híbrido para enfrentar SUVs chineses
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
