Na Câmara, presidentes do Corinthians e do Flamengo criticam projeto Clube Empresa
“Jogador que ganha R$ 1 milhão, R$ 1,5 milhão, R$ 2 milhões, é CLT
A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados discutiu, nesta quarta-feira (9), o projeto de lei que estabelece as condições para que clubes de futebol se transformem em empresas. O texto, chamado projeto Clube Empresa, cria o novo modelo empresarial Sociedade Anônima do Futebol.
Os clubes que aderirem a ele poderão negociar ações nas bolsas de valores, deixando de lado o caráter de instituição sem fins lucrativos. A sociedade será regulada pela Comissão de Valores Mobiliários, que poderá fiscalizar e punir os dirigentes dos times.
A proposta apresentada pelo deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), busca criar condições para o fortalecimento financeiro do futebol nacional. O deputado lembrou que dos 20 principais times de futebol do mundo em termos de receita, apenas 2 são geridos como clubes – o inglês Manchester United e a italiana Juventus -, todos os outros são empresas.
O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, não se opôs ao projeto, mas afirmou que o grande problema do futebol brasileiro é a questão trabalhista e, se ela não foi resolvida, não adianta aprovar a lei. “Jogador que ganha R$ 1 milhão, R$ 1,5 milhão, R$ 2 milhões, é CLT. Trabalha duas horas por dia, não tem folga de fim de semana. Joga toda quarta ou quinta à noite e, enquanto ele está ganhando R$ 1 milhão no teu clube, ele é um grande torcedor do Corinthians, do Flamengo, de todos os clubes. Quando ele sai, ele odeia o clube que ele estava, e vai para a Justiça trabalhista.”
Pensando nisso, o Clube Empresa propõe que jogadores sejam contratados como pessoas jurídicas quando firmarem acordos salariais a partir R$ 11,6 mil.
O presidente do Clube de Regatas Flamengo, Rodolfo Landim, apoiou o projeto, mas também fez ressalvas. Para ele, o Fundo Garantidor do Futebol previsto no texto é um incentivo a gestões irresponsáveis. “Era, na verdade, um fundo que captaria recursos para clubes inadimplentes e que, para mim, isso aqui é um incentivo perverso. É você incentivar os clubes a não agirem corretamente na sua gestão, então eu espero que isso também tenha sido retirado do projeto”, disse.
Em 1998, um projeto com objetivo semelhante foi aprovado no Brasil. A chamada Lei Pelé estabelecia que todos os clubes tinham 24 meses para abandonar a estrutura de associação sem fins lucrativos. 21 anos depois do fracasso, a ideia, dessa vez, não é obrigar os clubes a aderirem ao formato de empresa, mas oferecer uma alternativa.
Veja também
Últimas notícias
Moraes dá 10 dias para PF ouvir Flávio em caso de calúnia contra Lula
Foragido por estupro de vulnerável há mais de seis anos é preso em Alagoas
Tio-avô acusado de matar sobrinho não tinha ficha criminal e vivia na rua
"Vou enterrar meu filho e me enterrar também", lamenta pai de Peterson Ykaro
MPF busca consenso para garantir áreas tradicionais de pesca em Porto de Pedras
Ziane Costa inaugura reforma e ampliação da EMEB Dr. José Correia Filho
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
