Testemunhas e polícia têm versões diferentes sobre o que causou o tumulto em Paraisópolis
Ainda segundo a polícia, teria sido por conta dessa reação dos frequentadores que decidiram lançar bombas de efeito moral
Testemunhas e policiais que estiveram no baile funk na favela de Paraisópolis têm versões diferentes sobre o que teria provocado o tumulto que terminou com a morte de nove pessoas pisoteadas, na madrugada deste domingo. Segundo relatos de parentes de vítimas e de frequentadores do baile, policiais fecharam as saídas do local e passaram a jogar bombas e a atirar. Os policiais, no entanto, disseram ter ido ao lado para atender um chamado e foram recebidos com pedradas.
— A polícia chegou fechando as duas saídas, não tinha para onde correr, não tinha para onde fugir - afirmou um dos feridos que já teve alta do Hospital do Campo Limpo, para onde foram levadas as vítimas.
Mais cedo o pai de outra vítima, uma jovem de 17 anos, disse que sua filha contou que a polícia chegou ao local do baile com violência. Segundo ele, a garota, que tinha cortes nos rostos e hematomas pelo corpo, disse que um policial atingiu sua cabeça com uma garrafa e a agrediu com cacetete.
A polícia informou que, chamada para atender a uma ocorrência, foi recebido já perto do baile com pedradas e também garrafas sendo lançada contra os agentes. Ainda segundo a polívia, teria sido por conta dessa reação dos frequentadores que decidiram lançar bombas de efeito moral.
Ainda não há informações detalhadas das vítimas. No Hospital Campo Limpo, para onde foram levados, há um grande número de parentes em busca de informações. O baile funk recebia, segundo a polícia, cerca de 5 mil pessoas de outros bairros e regiões de São Paulo.
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