Testemunhas e polícia têm versões diferentes sobre o que causou o tumulto em Paraisópolis
Ainda segundo a polícia, teria sido por conta dessa reação dos frequentadores que decidiram lançar bombas de efeito moral
Testemunhas e policiais que estiveram no baile funk na favela de Paraisópolis têm versões diferentes sobre o que teria provocado o tumulto que terminou com a morte de nove pessoas pisoteadas, na madrugada deste domingo. Segundo relatos de parentes de vítimas e de frequentadores do baile, policiais fecharam as saídas do local e passaram a jogar bombas e a atirar. Os policiais, no entanto, disseram ter ido ao lado para atender um chamado e foram recebidos com pedradas.
— A polícia chegou fechando as duas saídas, não tinha para onde correr, não tinha para onde fugir - afirmou um dos feridos que já teve alta do Hospital do Campo Limpo, para onde foram levadas as vítimas.
Mais cedo o pai de outra vítima, uma jovem de 17 anos, disse que sua filha contou que a polícia chegou ao local do baile com violência. Segundo ele, a garota, que tinha cortes nos rostos e hematomas pelo corpo, disse que um policial atingiu sua cabeça com uma garrafa e a agrediu com cacetete.
A polícia informou que, chamada para atender a uma ocorrência, foi recebido já perto do baile com pedradas e também garrafas sendo lançada contra os agentes. Ainda segundo a polívia, teria sido por conta dessa reação dos frequentadores que decidiram lançar bombas de efeito moral.
Ainda não há informações detalhadas das vítimas. No Hospital Campo Limpo, para onde foram levados, há um grande número de parentes em busca de informações. O baile funk recebia, segundo a polícia, cerca de 5 mil pessoas de outros bairros e regiões de São Paulo.
Veja também
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
